21:49 - Domingo, 24 de Setembro de 2017
Seção de Legislação do Município de Canela / RS

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Normas relacionadas com este Diploma:

Decretos Municipais
DECRETO MUNICIPAL Nº 5.704, DE 09/10/2009
ESTABELECE CRITÉRIOS PARA O DEFERIMENTO DE LICENÇA PARA APOSENTADORIA E COMPLEMENTAÇÃO DE PROVENTOS DE APOSENTADORIA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.417, DE 01/03/2012
DISPÕE SOBRE AS ATIVIDADES CONSIDERADAS INSALUBRES E PERIGOSAS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.420, DE 09/03/2012
REGULAMENTA COMISSÃO ESPECIAL DE DESEMPENHO PARA AQUISIÇÃO DE ESTABILIDADE.
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.426, DE 13/03/2012
REGULAMENTA A CONCESSÃO DE GRATIFICAÇÃO DE QUE TRATA O ARTIGO 97 DA LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL Nº 25/2012.
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.427, DE 13/03/2012
DISPÕE SOBRE O REGISTRO DO PONTO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogado pelo Decreto Municipal nº 7.209, de 15.06.2015)
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.428, DE 16/03/2012
DELEGA ATRIBUIÇÕES À SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE, TRÂNSITO E URBANISMO, INSTITUI O CONTROLE DE VEÍCULOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.429, DE 16/03/2012
DISPÕE SOBRE ATESTADOS POR MOTIVO DE SAÚDE PARA JUSTIFICAÇÃO DE FALTAS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.431, DE 16/03/2012
REGULAMENTA A CONCESSÃO DE DIÁRIAS, ESTABELECE SEUS VALORES E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogado pelo Decreto Municipal nº 6.520, de 07.08.2012)
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.517, DE 25/07/2012
INSTITUI SISTEMA DE AVALIAÇÃO TRIMESTRAL DO ESTÁGIO PROBATÓRIO DOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DE CANELA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogado pelo Decreto Municipal nº 6.557, de 18.10.2012)
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.520, DE 07/08/2012
REGULAMENTA A CONCESSÃO DE DIÁRIAS, ESTABELECE SEUS VALORES E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogado pelo Decreto Municipal nº 6.637, de 05.02.2013)
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.577, DE 13/11/2012
REGULAMENTA A REALIZAÇÃO DE CONCURSOS PÚBLICOS PARA PROVIMENTO DOS CARGOS DO QUADRO EFETIVO, DISPÕE SOBRE A CONVOCAÇÃO DOS APROVADOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.628, DE 04/01/2013
DELEGA COMPETÊNCIA PARA A PRÁTICA DOS ATOS QUE MENCIONA. (Revogado pelo Decreto Municipal nº 7.549, de 02.01.2017)
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.635, DE 24/01/2013
SUSPENDE EXPEDIENTE, DECLARA PONTO FACULTATIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.637, DE 05/02/2013
REGULAMENTA A CONCESSÃO DE DIÁRIAS, ESTABELECE SEUS VALORES E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.653, DE 18/03/2013
ALTERA O ARTIGO 2º DO DECRETO MUNICIPAL Nº 6.325, DE 28 DE NOVEMBRO DE 2011.
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.668, DE 19/04/2013
INSTITUI O PLANTÃO FISCAL NO MUNICÍPIO DE CANELA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.845, DE 05/12/2013
SUSPENDE EXPEDIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.848, DE 11/12/2013
ALTERA O DECRETO MUNICIPAL Nº 6.845/2013, DE 05 DE DEZEMBRO DE 2013. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.881, DE 13/01/2014
ALTERA O ARTIGO 2º DO DECRETO MUNICIPAL Nº 6.557, DE 18 DE OUTUBRO DE 2012. (Revogado pelo Decreto Municipal nº 7.207, de 08.06.2015)
DECRETO MUNICIPAL Nº 6.905, DE 11/02/2014
SUSPENDE EXPEDIENTE, DECLARA PONTO FACULTATIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.042, DE 20/08/2014
FICA INSERIDO O PARÁGRAFO ÚNICO NO ARTIGO 2º DO DECRETO MUNICIPAL Nº 6.426, DE 13 DE MARÇO DE 2012, QUE REGULAMENTA A CONCESSÃO DE GRATIFICAÇÃO DE QUE TRATA O ARTIGO 97 DA LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL Nº 25/2012.
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.051, DE 27/08/2014
FICA REGULAMENTADO LIMITE MENSAL DE HORAS DE SERVIÇOS EXTRAORDINÁRIOS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.072, DE 15/09/2014
REGULAMENTA O ART. 4, INCISO II, DA LC 26/2012, NO QUE SE REFERE AO 1/3 DA JORNADA DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO COM HABILITAÇÃO EM EDUCAÇÃO INFANTIL, COM REGÊNCIA DE CLASSE.
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.090, DE 10/10/2014
DECLARA PONTO FACULTATIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.115, DE 19/11/2014
SUSPENDE EXPEDIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.121, DE 27/11/2014
ALTERA DECRETO MUNICIPAL Nº 7.115, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2014, QUE SUSPENDE EXPEDIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.152, DE 28/01/2015
SUSPENDE EXPEDIENTE, DECLARA PONTO FACULTATIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.168, DE 10/03/2015
REGULAMENTA O ARTIGO 4º, INCISO II, DA LEI COMPLEMENTAR Nº 26, DE 08 DE FEVEREIRO DE 2012, NO QUE SE REFERE A 1/3 DA JORNADA DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO COM HABILITAÇÃO EM ENSINO FUNDAMENTAL, EDUCAÇÃO ESPECIAL, APOIO TÉCNICO PEDAGÓGICO - SUPERVISOR/ORIENTADOR E INSTRUTOR DE LIBRAS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.177, DE 09/04/2015
SUSPENDE EXPEDIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.186, DE 30/04/2015
INSTITUI A COMPENSAÇÃO DE HORÁRIO NA SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.192, DE 11/05/2015
SUSPENDE A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DO ARTIGO 60 DA LEI COMPLEMENTAR Nº 25, DE 01 DE MARÇO DE 2012, PARA TODOS OS SERVIDORES E ESTAGIÁRIOS DO PODER EXECUTIVO.
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.198, DE 27/05/2015
SUSPENDE EXPEDIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.207, DE 08/06/2015
INSTITUI SISTEMA DE AVALIAÇÃO TRIMESTRAL DO ESTÁGIO PROBATÓRIO DOS SERVIDORES DO MUNICÍPIO DE CANELA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.209, DE 15/06/2015
DISPÕE SOBRE O REGISTRO DO PONTO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.245, DE 12/08/2015
INSTITUI A COMPENSAÇÃO DE HORÁRIO NA SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.266, DE 08/10/2015
DECLARA PONTO FACULTATIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.267, DE 16/10/2015
SUSPENDE EXPEDIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.312, DE 06/01/2016
DISPÕE SOBRE O HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DAS REPARTIÇÕES PÚBLICAS MUNICIPAIS.
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.322, DE 02/02/2016
SUSPENDE EXPEDIENTE, DECLARA PONTO FACULTATIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.360, DE 13/04/2016
SUSPENDE EXPEDIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.381, DE 23/05/2016
SUSPENDE EXPEDIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.411, DE 07/07/2016
DECLARA PONTO FACULTATIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.447, DE 06/08/2016
SUSPENDE EXPEDIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.448, DE 06/09/2016
DISPÕE SOBRE O CONTROLE E OS REGISTROS DOS BENS IMÓVEIS NO ÂMBITO DOS ÓRGÃOS DO PODER EXECUTIVO DO MUNICÍPIO.
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.475, DE 25/10/2016
DECLARA PONTO FACULTATIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.486, DE 09/11/2016
SUSPENDE EXPEDIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.507, DE 01/12/2016
REGULAMENTA A REALIZAÇÃO DE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO NO ÂMBITO DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL.
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.525, DE 15/12/2016
SUSPENDE EXPEDIENTE EXTERNO, SUSPENDE EXPEDIENTE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.571, DE 13/02/2017
SUSPENDE EXPEDIENTE, DECLARA PONTO FACULTATIVO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (vigência esgotada)
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.659, DE 01/07/2017
DELEGA COMPETÊNCIA PARA A PRÁTICA DOS ATOS QUE MENCIONA.
DECRETO MUNICIPAL Nº 7.662, DE 04/07/2017
DISCIPLINA A ESPECIFICAÇÃO DAS SANÇÕES APLICÁVEIS ÀS CONDUTAS E ATIVIDADES LESIVAS AO MEIO AMBIENTE E SEU PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO NO ÂMBITO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE, URBANISMO E MOBILIDADE URBANA DO MUNICÍPIO DE CANELA.
Leis Complementares
LEI COMPLEMENTAR Nº 027, DE 27/02/2012
ESTABELECE PLANO DE CARREIRA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE CANELA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
LEI COMPLEMENTAR Nº 042, DE 16/07/2014
CRIA O TÍTULO VII-A DA CONTRATAÇÃO POR TEMPO DETERMINADO PARA ATENDER A NECESSIDADE TEMPORÁRIA DE EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO, NA LEI COMPLEMENTAR Nº 25/2012, DE 08 DE FEVEREIRO DE 2012.
Leis Municipais
LEI MUNICIPAL Nº 532, DE 08/10/1980
INSTITUI A GRATIFICAÇÃO DE NATAL PARA OS FUNCIONÁRIOS DO MUNICÍPIO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (Revogada tacitamente pela Lei Complementar nº 001, de 21.11.1990)
LEI MUNICIPAL Nº 3.342, DE 02/04/2013
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA. (vigência esgotada)
LEI MUNICIPAL Nº 3.343, DE 02/04/2013
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA. (vigência esgotada)
LEI MUNICIPAL Nº 3.389, DE 05/07/2013
REGULAMENTA A CONCESSÃO DE GRATIFICAÇÃO DE QUE TRATA O ARTIGO 97 DA LEI COMPLEMENTAR MUNICIPAL Nº 25/2012, AOS SERVIDORES DO LEGISLATIVO MUNICIPAL.
LEI MUNICIPAL Nº 3.467, DE 03/06/2014
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA. (vigência esgotada)
LEI MUNICIPAL Nº 3.486, DE 16/07/2014
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA. (vigência esgotada)
LEI MUNICIPAL Nº 3.678, DE 06/05/2015
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÕES PÚBLICAS.
LEI MUNICIPAL Nº 3.691, DE 14/08/2015
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA.
LEI MUNICIPAL Nº 3.710, DE 23/10/2015
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA. (vigência esgotada)
LEI MUNICIPAL Nº 3.714, DE 12/11/2015
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA. (vigência esgotada)
LEI MUNICIPAL Nº 3.716, DE 19/11/2015
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA. (vigência esgotada)
LEI MUNICIPAL Nº 3.756, DE 30/05/2016
DISPÕE SOBRE CEMITÉRIOS E SERVIÇOS FUNERÁRIOS NO MUNICÍPIO DE CANELA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
LEI MUNICIPAL Nº 3.879, DE 10/05/2017
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA.
LEI MUNICIPAL Nº 3.881, DE 17/05/2017
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÕES PÚBLICAS.
LEI MUNICIPAL Nº 3.887, DE 17/05/2017
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA.
LEI MUNICIPAL Nº 3.890, DE 24/05/2017
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA.
LEI MUNICIPAL Nº 3.896, DE 12/06/2017
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÕES PÚBLICAS.
LEI MUNICIPAL Nº 3.910, DE 21/07/2017
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÕES PÚBLICAS.
LEI MUNICIPAL Nº 3.915, DE 14/08/2017
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA.
LEI MUNICIPAL Nº 3.916, DE 14/08/2017
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA.
LEI MUNICIPAL Nº 3.926, DE 23/08/2017
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÕES PÚBLICAS.
LEI MUNICIPAL Nº 3.927, DE 23/08/2017
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA.
LEI MUNICIPAL Nº 3.932, DE 05/09/2017
AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALIZAR CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA ATENDER FUNÇÃO PÚBLICA.

LEI COMPLEMENTAR Nº 025, DE 08/02/2012
DISPÕE SOBRE O REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO PODER EXECUTIVO E LEGISLATIVO DO MUNICÍPIO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.


[ÍNDICE SISTEMÁTICO]


O Prefeito Municipal de Canela, Estado do Rio Grande do Sul.

Faz saber que a Câmara Municipal de Vereadores aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei:

TÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Esta Lei Complementar institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Poder Executivo e Legislativo do Município de Canela.

Art. 2º Para os efeitos desta Lei, servidor público é a pessoa legalmente investida em cargo público.

Art. 3º Cargo público é o criado em lei, em número certo, com denominação própria, com vencimento padronizado, remunerado pelos cofres municipais, ao qual corresponde um conjunto de atribuições e responsabilidades cometidas ao servidor público.
   Parágrafo único. Os cargos públicos serão de provimento efetivo ou em comissão.

Art. 4º A investidura em cargo público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.
   § 1º A investidura em cargo do magistério municipal será por concurso público de provas e títulos.
   § 2º Somente poderão ser criados cargo de nomeação em comissão para atender encargos de direção chefia, assessoramento, e seu provimento, nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei.

Art. 5º Função de confiança, identificado como função gratificada, é a instituída por lei para atender encargos de direção, chefia ou assessoramento, sendo privativa de servidor detentor de cargo de provimento efetivo, integrante do Quadro do Município ou posto a sua disposição, observados os requisitos para o exercício.
   Parágrafo único. A carga horária, atribuições e demais requisitos para o exercício da função gratificada serão definidos na lei municipal de criação das respectivas funções.

Art. 6º É vedado cometer ao servidor atribuições diversas das de seu cargo, exceto encargos de direção, chefia ou assessoramento e comissões legais.

TÍTULO II - DO PROVIMENTO E DA VACÂNCIA
CAPÍTULO I - DO PROVIMENTO
Seção I - Das Disposições Gerais

Art. 7º O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato de autoridade competente de cada Poder.

Art. 8º A investidura em cargo público ocorrerá com a posse.
   § 1º São requisitos básicos para investidura em cargo público municipal:
      I - ser brasileiro, nato ou naturalizado, ou estrangeiro, na forma da Constituição Federal;
      II - ter idade mínima de 18 (dezoito) anos;
      III - estar quite com as obrigações militares e eleitorais;
      IV - gozar dos direitos políticos;
      V - gozar de boa saúde para o exercício do cargo público, comprovada mediante exame médico admissional, admitida a incapacidade física parcial prevista na forma desta Lei;
      VI - não estar cumprindo pena em processo criminal;
      VII - apresentar declaração de dependentes;
      VIII - ter atendido as condições prescritas em lei para provimento do cargo;
      IX - comprovar que não exerce outro cargo, emprego ou função pública ou percebe proventos de aposentadoria pelos regimes de previdência previstos nos arts. 40, 41 e 142 da Constituição Federal, ressalvadas as hipóteses de acumulação previstas no art. 37, incisos XVI e XVII da Constituição Federal.
   § 2º Poderão ser exigidos exames suplementares de acordo com a natureza de cada cargo, mediante avaliação de junta médica designada pelo Município.
   § 3º Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com as limitações apresentadas.

Art. 9º Os cargos públicos serão providos por:
   I - nomeação, seguida de posse e exercício;
   II - recondução;
   III - readaptação;
   IV - reversão;
   V - reintegração;
   VI - aproveitamento.
   Parágrafo único. O plano de carreira dos servidores reservará 5% (cinco por cento) do total de cargos criados para serem providos por pessoas portadoras de deficiência, os quais serão definidos no respectivo edital de abertura de Concurso, obedecidos às peculiaridades do conteúdo ocupacional das categorias funcionais e compatíveis com a deficiência de que são portadoras.

Seção II - Do Concurso Público

Art. 10. O concurso público será de provas ou de provas e títulos, ressalvado o disposto no § 1º do art. 4º desta Lei.
   § 1º As normas gerais para realização de concurso serão estabelecidas e regulamentadas por decreto.
   § 2º Além das normas gerais, os concursos serão regidos por instruções especiais, constantes nos editais respectivos, observadas as disposições legais.

Art. 11. O prazo de validade do concurso será de até 02 (dois) anos, prorrogável, uma vez, por igual período.

Seção III - Da Nomeação

Art. 12. A nomeação será feita:
   I - em comissão; ou
   II - em caráter efetivo.

Art. 13. A nomeação em caráter efetivo obedecerá à ordem de classificação obtida pelo candidato e ao prazo de validade do concurso, ressalvada a hipótese de opção do candidato por última chamada.

Seção IV - Da Posse e do Exercício

Art. 14. Posse é a aceitação expressa das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao cargo público, com o compromisso de bem servir, formalizada com a assinatura de termo pela autoridade competente e pelo compromissado.
   Parágrafo único. A posse dar-se-á no prazo de até 15 (quinze) dias contados da data de publicação do ato de nomeação, podendo a pedido, ser prorrogado por igual período.

Art. 15. Exercício é o desempenho das atribuições do cargo pelo empossado.
   § 1º É de 5 (cinco) dias o prazo para o empossado entrar em exercício, contados da data da posse.
   § 2º Será tornado sem efeito o ato de nomeação, se não ocorrer à posse e o exercício, nos prazos legais.
   § 3º O exercício deve ser dado pelo departamento responsável pelos assentamentos funcionais registrado em termo específico, confirmado pela chefia.
   § 4º À empossada que estiver no período compreendido pela licença maternidade, nos termos constitucionais, será dado o exercício ficto mediante apresentação de certidão de nascimento ou atestado médico, devendo iniciar de fato suas atividades no 1º (primeiro) dia seguinte ao término da licença.
   § 5º Ao empossado que estiver cumprindo serviço militar obrigatório, será dado o exercício ficto, sem remuneração, devendo iniciar de fato suas atividades após a desincorporação, nos prazos previstos nesta Lei.

Art. 16. Nos casos de reintegração e aproveitamento, o prazo de que trata o § 1º do artigo anterior será contado da data do ciente por parte do interessado.

Art. 17. A promoção, a readaptação e a recondução, não interrompem o exercício.

Art. 18. O início, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no assentamento individual do servidor.

Seção V - Da Estabilidade

Art. 19. O servidor nomeado para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público adquire estabilidade após três anos de efetivo exercício, na forma desta Lei.
   Parágrafo único. O servidor estável só perderá o cargo:
      I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
      II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa e o contraditório;
      III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada a ampla defesa e o contraditório; ou
      IV - para cumprimento dos limites da despesa com pessoal, nos termos do art. 169 da Constituição Federal e da legislação correlata.

Art. 20. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de 03 (três) anos, durante o qual a sua aptidão, capacidade e desempenho serão objetos de procedimento de avaliação realizada pelos avaliadores designados para esse fim, enquadrados no quadro de provimento efetivo , com vista à aquisição da estabilidade, observados os seguintes quesitos:
   I - assiduidade;
   II - pontualidade;
   III - disciplina;
   IV - eficiência;
   V - responsabilidade;
   VI - cooperação.
   § 1º A avaliação será realizada em conjunto com a chefia através de boletins de desempenho, cada um deles abrangendo o período de 03 (três) meses de exercício.
   § 2º Três meses antes de findo o período do estágio probatório, será submetida à homologação do Chefe do Poder a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acordo com o que dispuser o regulamento, sem prejuízo da continuidade de apuração dos quesitos enumerados nos incisos I a VI deste artigo.
   § 3º Verificado, em qualquer fase do estágio, seu resultado totalmente insatisfatório em 03 (três) avaliações, será processada a exoneração do servidor, observado o disposto na legislação específica, sendo-lhe garantido o direito a mais ampla defesa e o contraditório.
   § 4º Sempre que se concluir pela exoneração do servidor em estágio probatório, ser-lhe-á dada a possibilidade de ter vistas do processo, pelo prazo de 10 (dez) dias úteis para apresentar defesa e indicar as provas que pretenda produzir, sendo dispensado de suas funções sem prejuízo de seu vencimento. A defesa, quando apresentada, será apreciada em relatório conclusivo, por Comissão Especial, podendo também ser determinadas diligências e ouvidas testemunhas.
   § 5º O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado, observado o disposto no art. 23 desta Lei.
   § 6º Decorrido o prazo de defesa, e atendidas as diligências eventualmente requeridas e determinadas, o Chefe do Poder decidirá após ouvida a Comissão de Especial, no prazo de 15 (quinze) dias em ato motivado, pela exoneração do servidor, ou sua manutenção no cargo, continuando, neste caso sob observação, respeitando o período máximo do estágio probatório.

Art. 21. A avaliação do servidor ocorrerá no efetivo exercício do cargo para o qual foi nomeado.
   § 1º Todo e qualquer afastamento do efetivo exercício do cargo suspendem a avaliação do estágio probatório.
   § 2º Cessada a causa suspensiva a avaliação será retomada.

Art. 22. Durante o processo de avaliação o servidor deverá ter vista de cada boletim de estágio, podendo se manifestar sobre os itens avaliados pelas(s) respectiva(s) chefia(s), devendo apor sua assinatura.

Art. 23. O servidor que não preencher algum dos requisitos do estágio probatório deverá receber orientação adequada para que possa corrigir as deficiências.

Art. 24. Nos 03 (três) primeiros meses o Município poderá proporcionar a adaptação e treinamento do servidor em estágio probatório.
   Parágrafo único. O servidor em estágio probatório, quando convocado deverá participar de todo e qualquer curso específico referente às atividades de seu cargo.

Art. 25. Nos casos de cometimento de falta disciplinar, o estagiário terá a sua responsabilidade apurada através de sindicância ou processo administrativo disciplinar, independente da continuidade da apuração do estágio probatório.

Art. 26. O servidor em estágio probatório não poderá ser cedido ou permutado.

Seção VI - Da Recondução

Art. 27. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado.
   § 1º A recondução decorrerá de inabilitação em estágio probatório em outro cargo municipal de provimento efetivo.
   § 2º A hipótese de recondução de que trata o parágrafo anterior, será apurada nos termos dos parágrafos do art. 20 desta Lei.
   § 3º Inexistindo vaga, serão cometidas ao servidor as atribuições do cargo de origem, assegurados os direitos e vantagens decorrentes, até o regular provimento.

Seção VII - Da Readaptação

Art. 28. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades, habilitação e nível de escolaridade compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em junta médica designada pelo Município.
   § 1º A readaptação será efetivada em cargo de igual nível de vencimento ou inferior.
   § 2º Realizando-se a readaptação em cargo de padrão inferior, ficará assegurado ao servidor a irredutibilidade do vencimento.
   § 3º Inexistindo vaga serão cometidas ao servidor as atribuições do cargo indicado, até o regular provimento.

Art. 29. Definido o cargo, serão cometidas as respectivas atribuições ao servidor em período experimental, pelo órgão competente, por prazo de até 90 (noventa) dias, mediante acompanhamento a ser realizado pela chefia, conforme regulamentado por decreto.
   § 1º Verificada a aptidão do servidor para o exercício das atribuições do cargo, será formalizada sua readaptação, por ato da autoridade competente.
   § 2º Constatada a inaptidão do servidor para o exercício das atribuições do cargo, observado o disposto do art. 19 desta Lei, serão ao readaptando cometidas atribuições de outro cargo, iniciando-se novo período experimental.

Seção VIII - Da Reversão

Art. 30. Reversão é o retorno do servidor aposentado por invalidez à atividade no serviço público municipal, verificado, em processo, que não subsistem os motivos determinantes da aposentadoria.
   § 1º Inexistindo vaga, serão cometidas ao servidor as atribuições do cargo de origem, assegurados os direitos e vantagens decorrentes, até o regular provimento.
   § 2º Em nenhum caso poderá efetuar-se a reversão sem que, mediante junta médica, fique provada a capacidade para o exercício do cargo.
   § 3º Somente poderá ocorrer reversão para cargo anteriormente ocupado ou, se transformado, desde que compatíveis os requisitos de investidura com os do cargo originário.

Art. 31. Será tornada sem efeito a reversão e cassada a aposentadoria do servidor que não entrar no exercício do cargo para o qual haja sido revertido, salvo motivo de força maior, devidamente comprovado, no dia imediatamente posterior à data da publicação do ato, acompanhada da ciência do servidor.

Art. 32. Não poderá reverter o servidor aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade.

Seção IX - Da Reintegração

Art. 33. A reintegração é a reinvestidura do servidor efetivo no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens e direitos.
   Parágrafo único. Reintegrado o servidor e não existindo vaga, aquele que houver ocupado o cargo será reconduzido, nos termos do art. 27 desta Lei, sem direito à indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade, temporariamente, até a criação de vaga.

Seção X - Da Disponibilidade e do Aproveitamento

Art. 34. Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

Art. 35. O aproveitamento do servidor em disponibilidade dar-se-á em cargo equivalente por sua natureza e retribuição àquele de que era titular, dependendo de prévia comprovação de boa saúde física e mental.
   § 1º Verificada a incapacidade definitiva para qualquer função, por junta médica oficial, o servidor em disponibilidade será encaminhado ao órgão de previdência para com requerimento de aposentadoria por invalidez.
   § 2º No aproveitamento, terá preferência o servidor que estiver há mais tempo em disponibilidade e, no caso de empate, o que contar mais tempo de serviço público municipal.

Art. 36. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no dia imediatamente posterior a data da publicação do ato e sua cientificação, salvo doença comprovada por junta médica designada pelo Município.

Seção XI - Da Lotação

Art. 37. Lotação é a distribuição dos servidores nas Secretarias e Departamentos que devam exercer suas funções.
   § 1º A indicação da Secretaria e ou Departamento atenderá sempre que possível à relação entre as características demonstradas pelo servidor, às competências do cargo e as atividades da Secretaria.
   § 2º A lotação, no caso de nomeação em cargo em comissão ou designação para função gratificada, será compreendida no próprio ato.

CAPÍTULO II - DA VACÂNCIA

Art. 38. A vacância do cargo decorrerá de:
   I - exoneração;
   II - demissão;
   III - readaptação;
   IV - recondução;
   V - aposentadoria;
   VI - falecimento.

Art. 39. Dar-se-á a exoneração:
   I - a pedido;
   II - de ofício, quando:
      a) se tratar de cargo em comissão;
      b) de servidor não estável, quando não foram satisfeitos os requisitos do estágio probatório, nos termos do art. 20 desta Lei, mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa e o contraditório; ou
      c) ocorrer posse de servidor não estável em outro cargo inacumulável, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do 14 desta Lei.

Art. 40. A abertura de vaga ocorrerá na data da publicação da lei que criar o cargo ou do ato que formalizar qualquer das hipóteses previstas no art. 38 desta Lei.

Art. 41. A vacância de função gratificada dar-se-á por dispensa, a pedido ou de ofício.

TÍTULO III - DAS MUTAÇÕES FUNCIONAIS
CAPÍTULO I - DA SUBSTITUIÇÃO

Art. 42. Dar-se-á a substituição de titular de cargo em comissão ou de função gratificada durante o seu impedimento legal, mediante a edição de ato de nomeação ou designação.

Art. 43. O substituto fará jus ao vencimento do cargo em comissão ou do valor da função gratificada, proporcional aos dias de efetiva substituição.

CAPÍTULO II - DA RELOTAÇÃO

Art. 44. Relotação é o deslocamento do servidor de uma para outra repartição, mediante ato da autoridade competente.
   Parágrafo único. A relotação poderá ocorrer:
      I - a pedido, atendida a conveniência do serviço;
      II - de ofício, no interesse da Administração Municipal;
      III - por permuta entre órgãos do mesmo poder, a qual será precedido de requerimento firmado por ambos interessados.

CAPÍTULO III - DA PERMUTA

Art. 45. A permuta entre órgãos será precedida de requerimento/ofício firmado por ambos interessados e só será deferida se atendidos os interesses da Administração Municipal.
   § 1º Somente poderá ser autorizada permuta de servidores estáveis.
   § 2º A permuta será com ou sem ônus para o órgão de origem.
   § 3º O servidor permutado poderá ser designado para o exercício de função gratificada.

CAPÍTULO IV - DO EXERCÍCIO DE FUNÇÕES GRATIFICADAS E CARGOS EM COMISSÃO

Art. 46. O exercício de função de confiança, a ser exercida exclusivamente por servidor público titular de cargo de provimento efetivo e estável, ocorrerá sob a forma de função gratificada.

Art. 47. A designação para o exercício da função gratificada, que nunca será cumulativa com o cargo em comissão, será feita por ato expresso da autoridade competente.

Art. 48. O valor da função gratificada será percebido conjuntamente com a remuneração do cargo de provimento efetivo.
   Parágrafo único. É facultado ao servidor efetivo do Município, quando nomeado para o exercício de cargo em comissão, optar pela designação para o exercício da função gratificada correspondente.

Art. 49. O valor da função gratificada continuará sendo percebido pelo servidor que, sendo seu ocupante, estiver ausente em concessões, licenças e afastamentos previstos em lei, nas quais o servidor continua com direito ao vencimento normal, como se em exercício estivesse.

Art. 50. Será tornada sem efeito a designação do servidor que não entrar no exercício da função gratificada no dia imediatamente posterior ao da publicação do ato de designação, sendo reduzido a termo.
   Parágrafo único. O servidor designado para função gratificada deverá assinar a posse e o exercício nos termos dos arts. 14 e 15 desta Lei.

Art. 51. A designação para o exercício de função gratificada poderá recair a servidor ocupante de cargo efetivo de outra entidade pública, posto à disposição do Município, sem prejuízo de seus vencimentos na origem, vedada eventual acumulação, conforme o art. 37, XVI e XVIII da Constituição Federal.

Art. 52. Poderá o servidor efetivo ao assumir uma função gratificada optar por exercer na sua integralidade o cargo equivalente na forma de cargo em comissão, percebendo o valor global do vencimento deste.

CAPÍTULO V - DA INCORPORAÇÃO DE FUNÇÃO GRATIFICADA

Art. 53. O servidor que tiver exercido função gratificada terá esta gratificação incorporada aos vencimentos, por requerimento, proporcionalmente, em razão do decurso do tempo, na proporção de:
   I - 10% (dez por cento) do respectivo valor a partir do 2º (segundo) ano de exercício;
   II - 20% (vinte por cento) do respectivo valor a partir do 4º (quarto) ano de exercício;
   III - 30% (trinta por cento) do respectivo valor a partir do 6º (sexto) ano de exercício;
   IV - 40% (quarenta por cento) do respectivo valor a partir do 8º (oitavo) ano de exercício;
   V - 50% (cinquenta por cento) do respectivo valor a partir do 10º (décimo) ano de exercício.
   VI - 60% (sessenta por cento) do respectivo valor a partir do 12º (décimo-segundo) ano de exercício;
   VII - 70% (setenta por cento) do respectivo valor a partir do 14º (décimo-quarto) ano de exercício;
   VIII - 80% (oitenta por cento) do respectivo valor a partir do 16º (décimo-sexto) ano de exercício;
   IX - 90% (noventa por cento) do respectivo valor a partir do 18º (décimo-oitavo) ano de exercício;
   X - 100% (cem por cento) do respectivo valor a partir do 20º (vigésimo) ano de exercício.
   § 1º Se o servidor houver exercido funções ou cargos de níveis diferentes, ser-lhe-á assegurada a de maior valor, desde que desempenhada durante o mínimo de 01 (um) ano, atribuindo-se-lhe, quando não ocorrer tal hipótese, o valor da função gratificada imediatamente inferior, desde que exercida pelo prazo de 01 (um) ano.
   § 2º O valor da gratificação incorporada ao vencimento do servidor não poderá ser absorvido em virtude de aumentos ou alterações no plano de pagamento.
   § 3º As disposições deste artigo não são cumulativas com as incorporações previstas em legislação anterior à vigência desta lei.
   § 4º A percepção da gratificação incorporada em nenhuma hipótese poderá ser cumulativa com o recebimento da função gratificada.

TÍTULO IV - DO REGIME DE TRABALHO
CAPÍTULO I - DO HORÁRIO E DO PONTO

Art. 54. Decreto do Chefe do Poder determinará o horário de expediente das repartições e portaria regulamentará o horário de trabalho dos servidores.

Art. 55. A carga horária de cada cargo ou função é a estabelecida na legislação específica, não podendo a duração do trabalho normal ser superior a 08 (oito) horas diárias e 44 (quarenta e quatro) horas semanais.

Art. 56. Atendendo à conveniência ou à necessidade do serviço e mediante acordo com a entidade representativa dos servidores, poderá ser instituído sistema de compensação de horário, hipótese em que a jornada diária poderá ser superior a oito horas e a carga horária semanal superior a 44 (quarenta e quatro) horas, sendo o excesso de horas compensado pela correspondente diminuição em outro dia.
   Parágrafo único. A compensação de que trata o caput deverá ocorrer no prazo máximo de três meses.

Art. 57. Conforme necessidade do serviço e se houver previsão nas atribuições do cargo, poderá ser instituída escala de plantão, mediante decreto, observado o disposto no art. 56 desta Lei.

Art. 58. A frequência do servidor será controlada pelo ponto.
   § 1º Ponto é o registro, eletrônico ou não, que assinala o comparecimento do servidor ao serviço e pelo qual se verifica, diariamente, a sua entrada e saída.
   § 2º É vedado dispensar o servidor do registro do ponto e abonar faltas ao serviço.
   § 3º O registro do ponto é de responsabilidade do servidor.
   § 4º Havendo qualquer divergência nos registros de entradas e saídas, o servidor deverá apresentar justificativa junto ao secretário da pasta para efetuar os devidos acertos junto ao setor de pessoal.

Art. 59. O órgão de pessoal será responsável pelo controle e fiscalização do ponto de todos os servidores do Município, podendo efetuar apontamentos, mensalmente, sempre que necessário.

Art. 60. Excepcionalmente, até o limite de 10 (dez) faltas no ano, poderá o servidor requerer à chefia imediata/Secretário da pasta, através de requerimento, a recuperação de ausências ao serviço.
   § 1º Para efeitos do que dispõe este artigo, considera-se causa justificada de ausência ao serviço o fato que, por sua natureza e circunstância no âmbito pessoal, possa razoavelmente constituir-se em escusas do não comparecimento ao serviço.
   § 2º Ao chefe da repartição, ressalvado o caráter de excepcionalidade, caberá decidir pelo acolhimento ou não do requerido e, em caso positivo, determinar os dias para recuperação, vedados qualquer outra forma de abono de faltas.
   § 3º Acolhida à justificativa da falta, o chefe imediato deverá determinar os dias para a recuperação determinando suas tarefas conforme suas atribuições, encaminhando o respectivo expediente ao órgão de pessoal para os devidos registros, junto com o boletim de efetividade, observadas as seguintes condições:
      I - o requerimento de ausência previsto neste artigo deverá ser apresentado no prazo máximo de até 03 (três) dias úteis após o afastamento, observado o fechamento da efetividade.
      II - não serão aceitas propostas de recuperação retroativas à data do afastamento;
      III - a recuperação poderá ser realizada inclusive no período de intervalo do servidor, devendo ser respeitado o intervalo de 60 (sessenta) minutos.
      IV - o horário mínimo para recuperação não poderá ser inferior a 30 (trinta) minutos diários consecutivos.
      V - a recuperação deverá ocorrer até o prazo máximo de 02 (dois) meses a contar do afastamento.
   § 4º A investidura em novo cargo ou função pública no mesmo ano não implicará em reinício da contagem de dias de falta prevista neste artigo.

CAPÍTULO II - DAS CONVOCAÇÕES PARA SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO

Art. 61. Os servidores de provimento efetivo poderão ser convocados por escrito para prestar serviço extraordinário.

Art. 62. A prestação de serviços extraordinários somente poderá ocorrer por expressa determinação da autoridade competente, mediante solicitação fundamentada da chefia do servidor, sob pena de nulidade do ato e desconsideração das horas extras.
   § 1º O serviço extraordinário será remunerado por hora de trabalho que exceda o período normal da carga horária, com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) e de 100% (cem por cento) em domingos e feriados, em relação a hora diária.
      I - A hora extra será calculada da seguinte forma:
         a) o vencimento do cargo dividido pela carga horária mensal, acrescido de 50% (cinquenta) ou 100% (cem por cento) quando ocorrer em domingos e feriados, multiplicados pelas horas efetivamente realizadas;
         b) a carga horária semanal e mensal é definida no Plano de Carreira dos servidores do Município.
   § 2º Salvo casos excepcionais, devidamente justificados, não poderá o trabalho extraordinário exceder a 02 (duas) horas diárias.
   § 3º O serviço extraordinário será contado se for igual ou superior a 15 (quinze) minutos consecutivos, imediatamente antes ou após o horário normal de expediente.
   § 4º As horas extras serão pagas mediante registro do ponto do servidor.
   § 5º Não será pago hora extra sem comprovação de registro de ponto.
   § 6º Ponto facultativo e suspensão de expediente exclui pagamento de horas extras, exceto ao horário que exceder a carga horária diária.
   § 7º O servidor que for convocado para serviço extraordinário em sábados, domingos e feriados, deverá fazer intervalo de no mínimo 01 (uma) hora quando estas horas forem superiores 06 (seis) horas.
   § 8º O período de tempo que o servidor estiver em curso de qualificação profissional, incluindo deslocamento, não importará em pagamento de serviço extraordinário, nem tampouco para compensar horários.
   § 9º Ao servidor detentor de cargo em comissão ou designado para o exercício função gratificado não será pago serviço extraordinário.

Art. 63. Os servidores de provimento efetivo, de provimento em comissão ou designados para função gratificada não tem direito à folga, exceto os servidores que realizam suas funções sob forma de plantão, não tendo direito à mesma se estiverem recebendo o sábado, domingo ou feriado como serviço extraordinário ou outra forma de compensação.

CAPÍTULO III - DO REPOUSO SEMANAL

Art. 64. O servidor tem direito a repouso remunerado, num dia de cada semana, preferencialmente aos domingos, bem como nos dias de feriados civis e religiosos.
   Parágrafo único. A remuneração do dia de repouso corresponderá a 01 (um) dia normal de trabalho.

Art. 65. Perderá a remuneração do repouso o servidor que tiver faltado ao serviço, durante a semana, sem motivo justificado, mesmo que em apenas 01 (um) turno.
   Parágrafo único. São motivos justificados as concessões, licenças e afastamentos previstos em lei, nas quais o servidor continua com direito ao vencimento normal, como se em exercício estivesse.

Art. 66. Atendendo à conveniência ou à necessidade do serviço, poderá ser exigido o trabalho nos dias feriados civis e religiosos, hipótese em que as horas trabalhadas serão pagas com acréscimo de 100% (cem por cento) da hora normal, salvo a hipótese de compensação, nos termos do art. 56 desta Lei.

CAPÍTULO IV - DO SÁBADO COMPENSADO

Art. 67. Pelo cumprimento da carga horária semanal de segunda à sexta-feira, o servidor adquire direito ao sábado compensado.
   Parágrafo único. Perderá o direito à remuneração do sábado compensado, o servidor que faltar ao serviço injustificadamente de segunda à sexta-feira.

TÍTULO V - DOS DIREITOS E VANTAGENS
CAPÍTULO I - DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO

Art. 68. Vencimento é a retribuição paga ao servidor pelo efetivo exercício do cargo, correspondente ao valor básico fixado em lei.

Art. 69. Remuneração é o vencimento acrescido das parcelas pecuniárias incorporadas ou não, excluídas aquelas de natureza indenizatória.
   Parágrafo único. O pagamento da remuneração de todos os servidores será efetuado até o 5º (quinto) dia do mês subsequente, em parcela única.

Art. 70. Nenhum servidor poderá perceber mensalmente, a título de remuneração ou subsídio, importância maior do que a fixada como limite pela Constituição Federal, nos termos do art. 37, inciso XI.

Art. 71. Em qualquer hipótese, o total dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, por servidor público municipal, não poderá ser superior aos valores percebidos como remuneração, em espécie, pelo Chefe do Poder Executivo.

Art. 72. A menor remuneração atribuída a cargo público não poderá ser inferior ao salário mínimo nacional.
   Parágrafo único. Quando a remuneração for inferior ao salário mínimo nacional, o Município efetuará pagamento na forma de complementação aos servidores que se enquadrarem nessa situação.

Art. 73. O servidor perderá:
   I - a remuneração dos dias que faltar ao serviço, bem como dos dias de repouso da respectiva semana, sem prejuízo da penalidade disciplinar cabível;
   II - a parcela da remuneração diária, proporcional aos atrasos, ausências e saídas antecipadas e intermediárias, iguais ou superiores a 05 (cinco) minutos, quando não recuperado no período da efetividade corrente, sem prejuízo da penalidade disciplinar cabível;
   III - a parcela de remuneração diária e os dias de repouso da respectiva semana, referente aos dias que lhe for aplicado pena de suspensão;
   IV - os dias ou horas de afastamento não compensadas, conforme previsão do art. 60 desta Lei;
   V - no caso de trabalho desenvolvido através de escala de plantão, a parcela da remuneração diária e as respectivas folgas;
   VI - a remuneração referente ao período de reclusão.

Art. 74. O período em que o servidor estiver em reclusão não computará para fins de:
   I - prêmio assiduidade;
   II - férias;
   III - gratificações temporais.

Art. 75. Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento.
   § 1º Mediante autorização do servidor, poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros, a critério do órgão de pessoal e com reposição de custos, até o limite de 40 % (quarenta por cento) da remuneração.
   § 2º No cálculo da margem para fins de liberação de desconto em folha de pagamento, contar-se-á apenas vencimento, avanços e gratificação adicional de tempo de serviço.
   § 3º Será desconsiderado no cálculo previsto no parágrafo anterior, os descontos legais para a previdência social e para a Receita Federal, bem como pensão alimentícia.
   § 4º É assegurado ao Sindicato da categoria descontar em folha de pagamento, as mensalidades de seus associados e demais parcelas a favor da entidade, desde que aprovadas em Assembleia Geral, respeitando o limite máximo legal do parágrafo anterior e condicionado autorização quando necessário.

Art. 76. As reposições devidas à Fazenda Pública poderão ser feitas em parcelas mensais, corrigidas monetariamente e mediante desconto em folha de pagamento.
   § 1º O valor de cada parcela não poderá exceder a 20% (vinte por cento) da remuneração do servidor.
   § 2º O servidor será obrigado a repor, de uma só vez, a importância do prejuízo causado à Fazenda Pública em virtude de alcance, desfalque, ou omissão de efetuar o recolhimento ou entradas nos prazos legais.

Art. 77. O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado ou que tiver a sua disponibilidade cassada, terá de repor a quantia de uma só vez.
   Parágrafo único. A não quitação do débito implicará em sua inscrição em dívida ativa e cobrança judicial.

CAPÍTULO II - DAS VANTAGENS

Art. 78. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:
   I - gratificações e adicionais;
   II - avanços;
   III - prêmio por assiduidade;
   IV - auxílio para diferença de caixa.
   Parágrafo único. Salvo nos casos expressamente previstos nesta lei, as vantagens não se incorporarão aos vencimentos.

Art. 79. As vantagens pecuniárias não serão computadas nem acumuladas para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento.

Art. 80. Todas as vantagens serão concedidas através de ato administrativo, atendendo solicitação formal do requerente e /ou Secretário da pasta que estiver lotado, devidamente justificado, com exceção daquelas concedidas de forma automática.

Seção I - Das Gratificações e Adicionais

Art. 81. Constituem gratificações e adicionais:
   I - gratificação natalina;
   II - adicional por tempo de serviço;
   III - adicional pelo exercício de atividades em condições insalubres ou perigosas;
   IV - adicional noturno;
   V - gratificação de risco de vida;
   VI - gratificação por serviços especiais.

Subseção I - Da Gratificação Natalina

Art. 82. A gratificação natalina corresponderá a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro por mês de exercício, no respectivo ano.
   § 1º Os adicionais, as gratificações (inclusive as previstas nos planos de carreira), o auxílio para diferença de caixa, o valor de função gratificada, as horas extras, as horas noturnas, a convocação para trabalhar em regime suplementar, serão computados proporcionalmente, observados os valores atuais, a razão de 1/12 (um doze avos) de seu valor vigente, por mês de exercício.
   § 2º A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de exercício no mesmo mês será considerada como mês integral.
   § 3º Para o cálculo de horas noturnas e horas extras será utilizada a média aritmética do total anual.
   § 4º O servidor exonerado ou cujo contrato for rescindido perceberá a gratificação proporcionalmente aos meses de efetivo exercício, calculado sobre a última remuneração.

Art. 83. A gratificação natalina será paga até o dia vinte do mês de dezembro de cada ano.
   Parágrafo único. No mês de maio de cada ano, o Município pagará, como adiantamento da gratificação referida, de uma só vez, 40% (quarenta por cento) da remuneração do mês vigente, observadas as proporcionalidades previstas no art. 82 desta Lei.

Art. 84. Em caso de falecimento, licença para tratar de interesses particulares ou aposentadoria, a gratificação natalina será devida proporcionalmente aos meses de efetivo exercício, calculada sobre a última remuneração.

Art. 85. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária.

Subseção II - Do Adicional por Tempo de Serviço

Art. 86. O adicional por tempo de serviço é devido ao servidor efetivo à razão de 15% (quinze por cento) ao completar 15 (quinze) anos de efetivo exercício prestado ao Município, incidente sobre o valor do vencimento e a razão de 1% (um por cento) a cada ano subsequente.
   § 1º Para cômputo do tempo de serviço para esta gratificação, somente levar-se-á em conta a subordinação ao regime jurídico estatutário.
   § 2º O servidor fará jus ao adicional a partir do mês em que completar o direito.
   § 3º A gratificação de que trata este artigo será concedida automaticamente.

Art. 87. Suspendem a contagem do tempo para período aquisitivo as seguintes ocorrências, reiniciando a mesma após o retorno às atividades:
   I - os afastamentos para tratamento de saúde, salvo se decorrentes de acidente em serviço ou moléstia profissional, quando o total de todos os dias no período aquisitivo exceder 90 (noventa) dias, dentro do período aquisitivo do adicional, em período igual ao número de dias excedentes;
   II - os afastamentos para acompanhar familiar adoentado, quando o total de todos os dias no período aquisitivo totalizar 30 (trinta) dias;
   III - licença para o serviço militar obrigatório;
   IV - condenação a pena privativa de liberdade por sentença definitiva;
   V - penalidade disciplinar de suspensão;
   VI - licença para tratar de interesses particulares por qualquer período;
   VII - falta.

Art. 88. Quando o servidor apresentar falta, o mesmo deverá compensar em atividade 30 (trinta) dias para cada ocorrência.

Subseção III - Dos Adicionais de Insalubridade e Periculosidade

Art. 89. Os servidores que executarem atividades insalubres farão jus a um adicional incidente sobre o valor do menor vencimento do Município.

Art. 90. O exercício de atividade em condições de insalubridade assegura ao servidor a percepção de um adicional, respectivamente, de 40% (quarenta por cento) 20% (vinte por cento), ou 10% (dez por cento), segundo a classificação nos graus máximos, médio ou mínimo.

Art. 91. Os servidores que executarem atividades perigosas farão jus a um adicional incidente sobre o valor do seu vencimento.

Art. 92. O adicional de periculosidade será de 30% (trinta por cento).

Art. 93. As atividades insalubres e perigosas serão definidas em laudo técnico regulamentado por decreto desde que previstas nas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego e suas alterações, emitido por profissional habilitado.
   § 1º O laudo técnico das atividades insalubres e perigosas deverá ser renovado, no mínimo, a cada ano pela Administração Municipal.
   § 2º O pagamento dos adicionais cessará com a eliminação das condições ou riscos que lhe deram causa.
   § 3º É obrigatório o fornecimento e uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual).

Art. 94. Os adicionais de insalubridade e periculosidade não são acumuláveis, cabendo ao servidor optar por um deles, quando for o caso.

Subseção IV - Do Adicional Noturno

Art. 95. O serviço noturno prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 05 (cinco) horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 30% (trinta por cento).
   § 1º Para cálculo do valor-hora, tomar-se-á como base o vencimento dividido pela carga horária mensal.
   § 2º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, o adicional será pago proporcionalmente às horas de trabalho noturno.

Subseção V - Da Gratificação de Risco de Vida

Art. 96. Aos detentores de cargos que exerçam atividades ou encargos em circunstâncias potencialmente perigosas à sua integridade física, será concedido gratificação de risco de vida, na forma estabelecida no Plano de Carreira dos servidores municipais.

Subseção VI - Da Gratificação por Serviços Especiais

Art. 97. O servidor do quadro de provimento efetivo e estável que for designado pela autoridade competente para compor comissões para executar serviços especiais fará jus à gratificação que será regulamentada por decreto. (Vide LM 3.389/2013)
   § 1º A gratificação de que trata este artigo não incorpora a remuneração e os proventos de aposentadoria do servidor.
   § 2º O valor estabelecido para gratificação será de 40% (quarenta por cento) calculado sobre o menor vencimento do Município.
   § 3º O servidor que participar de comissão prevista no caput deste artigo poderá ser dispensado de suas funções normais para participar das atividades e reuniões da comissão.
   § 4º Os membros suplentes das comissões só terão direito à percepção de gratificação quando substituírem os titulares, em seus impedimentos legais e na proporção de sua efetiva participação.

Seção II - Dos Avanços

Art. 98. O servidor do Quadro de Cargos de Provimento Efetivo terá direito a um avanço no valor de 5% (cinco por cento) do vencimento do cargo em que estiver lotado, que se incorpora à remuneração e será concedido automaticamente, a cada triênio de vínculo com o Município.
   Parágrafo único. O servidor só perceberá o valor correspondente aos avanços quando estiver percebendo o vencimento do cargo em que for titular.

Art. 99. Os acréscimos de remuneração resultantes de avanços, não serão acumulados para fins de acréscimos ulteriores nos termos do que dispõe o inciso XIV do art. 37 da Constituição Federal.

Seção III - Do Prêmio à Assiduidade

Art. 100. Por quinquênio que corresponde a 1.825 (um mil oitocentos e vinte e cinco) dias de efetivo serviço ininterrupto prestado ao Município, conceder-se-á ao servidor estável do Quadro de Provimento Efetivo, mesmo que esteja no exercício de função gratificada, prêmio à assiduidade de 03 (três) meses, que poderá ser gozada ou convertida em dinheiro, à critério da Administração Municipal, tendo por base sua remuneração mensal, conforme o disposto no art. 69 desta lei.
   Parágrafo único. O tempo de serviço, para fins do disposto neste artigo, será contado conforme previsto nesta lei.

Art. 101. O prêmio à assiduidade, a pedido do servidor, poderá ser gozada integral ou parcialmente, atendido o interesse da Administração Municipal.
   § 1º O servidor não poderá ser convocado para retornar do gozo do prêmio à assiduidade.
   § 2º No caso de parcelamento, nenhuma parcela poderá ser inferior a 15 (quinze) dias.

Art. 102. A conversão em dinheiro de que trata o art. 100 desta Lei poderá ser pago de forma integral ou em parcelas mensais, que não poderá ser inferior a 15 (quinze) dias.

Art. 103. Não se concederá prêmio à assiduidade ao servidor que, no período aquisitivo afastar-se do exercício do cargo por qualquer período em virtude de:
   I - licença para tratar de interesses particulares;
   II - condenação a pena privativa de liberdade por sentença definitiva;
   III - ter sofrido penalidade de suspensão.
   § 1º Nas hipóteses previstas nos incisos anteriores, o novo período aquisitivo iniciará no 1º (primeiro) dia de retorno do servidor às suas atividades.
   § 2º As faltas ao serviço retardarão a concessão da licença prevista neste artigo, na proporção de 30 (trinta) dias para cada falta.
   § 3º No caso de afastamentos consecutivos ou não dentro do período aquisitivo, por motivo de doença em pessoa da família que totalizem mais de 30 (trinta) dias ou para tratamento da própria saúde que totalizem mais de 90 (noventa) dias, ficará suspensa a contagem do tempo, reiniciando-se a mesma após a retorno às suas atividades, devendo-se compensar os dias afastados.
   § 4º Nas hipóteses dos §§ 2º e 3º deste artigo, as ocorrências dentro do período de compensação serão avaliadas somente no próximo período aquisitivo.

Art. 104. O número de servidores em gozo simultâneo do prêmio à assiduidade não poderá ser superior a 1/3 (um terço) da lotação da respectiva unidade administrativa do órgão ou entidade.

Seção IV - Do Auxílio para Diferença de Caixa

Art. 105. O servidor que desenvolver as atividades de caixa (recebimento e pagamento em moeda corrente) perceberá um auxílio para diferença de caixa, no total de 20% (vinte por cento) do vencimento do cargo que ocupa.
   § 1º O auxílio de que trata este artigo só será pago enquanto o servidor estiver efetivamente executando serviços de pagamento ou recebimento e nas férias regulamentares.
   § 2º O servidor que estiver respondendo legalmente pela tesouraria ou caixa, durante o impedimento legal do titular, fará jus ao pagamento do auxílio.

CAPÍTULO III - DAS INDENIZAÇÕES

Art. 106. Constituem indenizações ao servidor:
   I - diárias;
   II - transporte;
   III - auxílio alimentação.
   Parágrafo único. As indenizações de que tratam os incisos serão regulamentadas por decreto ou lei municipal, não sendo incorporadas para qualquer efeito.

Seção I - Das Diárias

Art. 107. Ao servidor que, por determinação da autoridade competente, se deslocar do Município no desempenho de suas atribuições, ou em missão de estudo de interesse da Administração Municipal, serão concedidas, além de transporte, diárias para cobrir as despesas de alimentação, pousada e locomoção urbana.
   § 1º As diárias serão pagas antecipadamente, quando requerido pelo servidor, devendo este prestar contas das mesmas em até 3 (três) dias úteis da data do retorno do deslocamento.
   § 2º As diárias vencidas e não recebidas antecipadamente serão pagas à vista de requerimento do servidor interessado, instruído pela documentação comprobatória da viagem e da autorização do chefe da repartição em que o servidor estiver lotado.
   § 3º O valor das diárias será estabelecido por decreto.

Art. 108. O servidor que receber diárias antecipadas e não se afastar do Município, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las integralmente no prazo de 3 (três) dias.
   Parágrafo único. Na hipótese do servidor retornar ao Município em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento, restituirá as diárias recebidas em excesso, em igual prazo.

Seção II - Do Transporte

Art. 109. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias do cargo, nos termos de lei regulamentado por decreto.

Seção III - Do Auxílio Alimentação

Art. 110. Conceder-se-á indenização de auxílio alimentação para subsidiar as despesas com refeição dos servidores nos termos da lei, regulamentado por decreto.

CAPÍTULO IV - DAS FÉRIAS
Seção I - Do Direito à Férias e da sua Duração

Art. 111. O servidor terá direito anualmente ao gozo de 01 (um) período de férias, sem prejuízo da remuneração.

Art. 112. Após cada período de 12 (doze) meses ininterruptos da relação laboral com o Município, o servidor terá direito à férias na seguinte proporção:
   I - trinta dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de cinco dias;
   II - vinte e cinco dias corridos, quando possuir de seis a dez dias de falta;
   III - vinte dias corridos, quando possuir de onze a quinze dias de falta;
   IV - quinze dias corridos, quando possuir de dezesseis a vinte dias de falta;
   V - dez dias corridos, quando possuir de vinte e um a vinte e cinco dias de faltas.
   § 1º É vedado descontar do período de férias as faltas do servidor ao serviço.
   § 2º O servidor perderá o direito a férias quando possuir mais de 25 (vinte e cinco) faltas ao serviço dentro dos 12 (doze) meses do período aquisitivo.

Art. 113. Não serão consideradas faltas ao serviço às concessões, licenças e afastamentos previstos em lei, observadas as ressalvas legais.

Art. 114. O tempo de serviço anterior será somado ao posterior para fins de período aquisitivo de férias nos seguintes casos:
   I - licença para o serviço militar obrigatório;
   II - penalidade de suspensão aplicada em decorrência de apuração disciplinar;
   III - quando o servidor exonerar-se à pedido ou não, mesmo exercendo cargo em comissão, para tomar posse em cargo de provimento efetivo através de concurso público ou para desempenhar outro cargo em comissão.

Art. 115. Perderá o direito à férias o servidor que dentro do período aquisitivo apresentar qualquer uma das seguintes ocorrências:
   I - licença para acompanhar tratamento de saúde de familiar por mais de 06 (seis) meses;
   II - licença para tratamento da própria saúde por mais de 06 (seis) meses, embora descontínuas;
   III - licença para tratar de interesses particulares.
   Parágrafo único. Iniciar-se-á o decurso de novo período aquisitivo no 1º (primeiro) dia em que o servidor retornar ao trabalho, após a ocorrência de uma das hipóteses previstas nos incisos deste artigo.

Seção II - Da concessão e do Gozo das Férias

Art. 116. É obrigatória a concessão e gozo das férias, nos 12 (doze) meses subsequentes à data em que o servidor tiver adquirido o direito.
   § 1º Por solicitação do servidor, ressalvado o interesse da Administração Municipal, as férias poderão ser gozadas em até 3 (três) períodos, não inferiores a 10 (dez) dias.
   § 2º Ocorrerá à suspensão automática do período do gozo das férias em decorrência de:
      I - licença maternidade;
      II - convocação de serviço militar e outros encargos da segurança nacional;
      III - licença por acidente de serviço.
   § 3º O período restante deverá ser gozado em uma só vez, após o término das suspensões previstas no parágrafo anterior e caso não programado o gozo do saldo destas férias, o adicional pago à título de férias será descontado de forma proporcional aos dias não gozados.

Art. 117. A concessão das férias, mencionando o período de gozo, será participada por escrito ao servidor, cabendo a este assinar a respectiva notificação.

Art. 118. A concessão do período de gozo de férias dependerá da concordância da chefia imediata.

Art. 119. Vencido o prazo mencionado no art. 116 desta Lei, sem que a Administração Municipal tenha concedido às férias, incumbe ao servidor, no prazo de 10 (dez) dias, requerer o gozo das férias.
   § 1º Recebido o requerimento, a autoridade responsável terá de despachar no prazo de 15 (quinze) dias, marcando o período de gozo das férias, dentro dos 60 (sessenta) dias seguintes.
   § 2º Não atendido o requerimento pela autoridade competente no prazo legal, o servidor poderá ajuizar ação, pedindo a fixação, por sentença, da época do gozo das férias.
   § 3º No caso do parágrafo anterior, a remuneração será devida em dobro, sendo de responsabilidade da autoridade infratora a quantia relativa do valor devido, a qual será recolhida ao erário, no prazo de 05 (cinco) dias a contar da concessão das férias nestas condições ao servidor.

Seção III - Da Convocação das Férias

Art. 120. O servidor poderá ser convocado das férias, atendendo interesse da Administração Municipal, nos seguintes casos:
   I - calamidade pública;
   II - comoção interna;
   III - motivo de superior interesse público;
   IV - necessidade de serviço, quando ocorrer:
      a) exoneração de servidor do setor de trabalho;
      b) licença saúde por período superior a 15 (quinze) dias de servidor do setor de trabalho;
      c) serviço a ser executado com urgência devidamente justificado pelo secretário da pasta.
   Parágrafo único. A convocação deverá ocorrer por ato devidamente motivado, devendo o período restante ser gozado de uma só vez, imediatamente após a cessação da causa suspensiva, até um prazo máximo de 30 (trinta) dias, não cabendo qualquer pagamento adicional, observando-se que:
      I - a convocação das férias deverá ser formalizada e encaminhada ao Secretário da Administração Municipal, indicando neste documento o período da convocação, o motivo e o gozo do saldo das férias;
      II - se caso não for informado o saldo das férias para gozo num prazo de 30 (trinta) dias a partir da convocação, o adicional pago à título de férias será descontado na folha de pagamento do mês que ocorreu a convocação.

Seção IV - Da Remuneração das Férias

Art. 121. O servidor perceberá durante as férias a remuneração integral, acrescida de adicional de 100% (cem por cento).
   § 1º O adicional de férias indicado no caput deste artigo será pago baseado no vencimento do cargo em que o servidor estiver lotado, acrescido de avanços e gratificação adicional de tempo de serviço.
   § 2º Os demais adicionais e gratificações, bem como convocações, serão computadas no adicional com base na média da remuneração recebida no período aquisitivo de férias, na proporção de 1/12 (um doze avos).
   § 3º A vantagem de que trata o caput deste artigo será creditada automaticamente na folha de pagamento que antecede o início do período de férias do servidor, desde que o período aquisitivo esteja vencido e em caso contrário o servidor receberá através de folha de pagamento complementar.

Seção V - Dos Efeitos na Exoneração, no Falecimento e na Aposentadoria

Art. 122. No caso de exoneração à pedido, será devida ao servidor a retribuição pecuniária correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido.
   § 1º O servidor, exonerado à pedido ou de ofício, terá direito também a retribuição pecuniária relativa ao período incompleto de férias, de acordo com o art. 112 desta Lei, na proporção de 1/12 (um doze avos) por mês de serviço ou fração superior a 15 (quinze) dias.
   § 2º Se o servidor vier a falecer, os dependentes legais perceberão a retribuição relativa ao período aquisitivo incompleto ou completo, descontadas as eventuais parcelas devidas.

Art. 123. No caso de aposentadoria, será devida a retribuição correspondente ao período de férias cujo direito o servidor tenha adquirido nos termos do art. 112 desta Lei.

Art. 124. Em caso de demissão decorrente de penalidade administrativa o servidor perderá a retribuição relativa à férias.

CAPÍTULO V - DAS LICENÇAS
Seção I - Disposições Gerais

Art. 125. Conceder-se-á licença ao servidor:
   I - por motivo de doença em pessoa da família;
   II - para o serviço militar obrigatório;
   III - para concorrer a cargo eletivo;
   IV - para tratar de interesses particulares;
   V - para desempenho de mandato classista;
   VI - para fins de aposentadoria;
   VII - por acidente em serviço;
   VIII - para tratamento de saúde;
   IX - maternidade e paternidade;
   X - para estudo;
   XI - para exercício de mandato eletivo;
   XII - para atender portador de necessidades especiais.
   § 1º O servidor não poderá permanecer em licença da mesma espécie por período superior a 24 (vinte e quatro) meses, salvo nas licenças previstas nos incisos III, V, VII, VIII e XII.
   § 2º A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como em prorrogação.
   § 3º Quando da concessão das licenças previstas nos incisos II e IV, será dada a quitação dos direitos pecuniários.

Seção II - Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família

Art. 126. Poderá ser concedida licença ao servidor, por motivo de doença do cônjuge ou companheiro(a), do pai ou da mãe, de padrasto ou de madrasta, de filho(a) ou enteado(a), de irmão(ã) ou de parentes reconhecidos judicialmente, mediante declaração expressa do requerente, com apresentação de laudo médico indicando a necessidade de acompanhamento.
   § 1º A licença será concedida sem prejuízo da remuneração, até 01 (um) mês, e após, com os seguintes descontos:
      I - de 1/3 (um terço), quando exceder a 01 (um) mês e até 02 (dois) meses;
      II - de 2/3 (dois terços), quando exceder a 02 (dois) meses até 05 (cinco) meses;
      III - sem remuneração, a partir do 6º (sexto) mês até o máximo de 02 (dois) anos.
   § 2º Se a necessidade de afastamento for por apenas 01 (um) turno da jornada diária, os períodos acima serão em computados em dobro, até o máximo de 2 (dois) anos.

Seção III - Da Licença para o Serviço Militar Obrigatório

Art. 127. Ao servidor ocupante de cargo efetivo que for convocado para o serviço militar ou outros encargos de segurança nacional será concedida licença sem remuneração.
   § 1º A licença será concedida à vista de documento oficial que comprove a convocação.
   § 2º O servidor desincorporado em outro Estado da Federação deverá reassumir o exercício do cargo dentro do prazo de 30 (trinta) dias e se a desincorporação ocorrer dentro do Estado, o prazo será de 15 (quinze) dias.

Seção IV - Da Licença para Concorrer a Cargo Eletivo

Art. 128. O servidor ocupante de cargo efetivo que concorrer a mandato eletivo federal, estadual, distrital ou municipal, fará jus à licença sem prejuízo da remuneração.
   § 1º O período de duração da licença coincidirá com o prazo de afastamento estabelecido pela legislação federal reguladora do processo eleitoral.
   § 2º O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua escolha, em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.
   § 3º A partir do registro da candidatura até o 10º (décimo) dia seguinte ao da eleição, salvo se lei federal específica estabelecer prazos maiores, o servidor detentor de cargo efetivo fará jus a licença remunerada, como se em efetivo exercício estivesse, observado o disposto no art. 69 desta Lei.
   § 4º É obrigatório o afastamento previsto no § 3º deste artigo se o servidor efetivo exercer cargo ou função de direção, chefia, assessoramento, arrecadação ou fiscalização.

Seção V - Da Licença para Tratar de Interesses Particulares

Art. 129. A critério da Administração Municipal poderá ser concedida ao servidor estável, licença para tratar de assuntos particulares, pelo prazo de até 02 (dois) anos consecutivos, sem remuneração.
   § 1º A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do serviço.
   § 2º Não se concederá nova licença antes de decorridos 02 (dois) anos do término ou interrupção da anterior.
   § 3º Não se concederá a licença a servidor nomeado, lotado ou relotado, antes de completar 03 (três) meses de exercício no novo cargo ou repartição.
   § 4º Após a solicitação a autoridade competente autorizará o referido afastamento num prazo de 15 (quinze) dias a contar da data do requerimento mediante manifestação do órgão de pessoal.
   § 5º O afastamento somente poderá após a emissão de ato administrativo.

Seção VI - Da Licença para Desempenho de Mandato Classista

Art. 130. É assegurado ao servidor o direito à licença para o desempenho de mandato em confederação, federação ou sindicato representativo da categoria, entidade de classe ou fiscalizadora da profissão, devendo receber vencimento, avanço e gratificação adicional de tempo de serviço.
   Parágrafo único. Somente será concedido licença à servidores eleitos para cargos de direção, até no máximo 03 (três) por entidade, assim escalonado:
      I - 01 (um) servidor para entidade com até 300 (trezentos) associados;
      II - 02 (dois) servidores para entidade que conte de 300 (trezentos) a 2.000 (dois mil) associados;
      III - 03 (três) servidores para entidade com mais de 2.000 (dois mil) associados.

Seção VII - Da Licença Especial para Fins de Aposentadoria

Art. 131. É facultado ao servidor estável dentro de 30 (trinta) dias do ato que tiver sido protocolado o requerimento de aposentadoria junto a entidade previdenciária, licença especial remunerada, podendo afastar-se de suas atividades, salvo se antes tiver sido cientificado da concessão.
   § 1º O pedido de aposentadoria de que trata este artigo somente será considerado após terem sido averbados todos os tempos para esse fim.
   § 2º O período de duração desta licença será considerado como tempo de efetivo exercício para todos os efeitos legais.
   § 3º A referida licença não poderá ser concedida no caso de aposentadoria compulsória.

Seção VIII - Da Licença por Acidente em Serviço

Art. 132. Configura acidente em serviço, o dano físico ou mental sofrido pelo servidor e que tenha nexo causal com as atribuições do cargo exercido.
   Parágrafo único. Equipara-se o acidente em serviço o dano:
      I - decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo;
      II - sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa.

Art. 133. O acidente em serviço deverá ser comunicado ao órgão de pessoal em 24 (vinte e quatro) horas do evento, para fins de emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

Art. 134. Após o profissional de saúde que estiver assistindo ao servidor preencher os campos da CAT, esta deverá ser enviada ao órgão previdenciário competente que fará o registro do acidente.

Art. 135. Será licenciado com remuneração integral, até 15 (quinze) dias, o servidor acidentado em serviço.
   § 1º Decorridos 15 (quinze) dias do acidente ocorrido, será o servidor encaminhado ao órgão de previdência, cessando a remuneração de que trata o caput deste artigo.
   § 2º Uma vez cessada a remuneração integral, receberá o servidor, proventos iguais a diferença de como se em exercício estivesse.

Art. 136. O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado poderá ser tratado em instituição privada à conta de recursos públicos.
   Parágrafo único. O tratamento de que trata este artigo deverá ser diagnosticado através de laudo médico.

Art. 137. Quando o acidentado necessitar de assistência médica imediata, não atendida por órgão público de saúde, será o mesmo indenizado das despesas realizadas, incluindo medicação, exames e equipamentos, mediante laudo médico, comprovações fiscais e negativas oficial do órgão citado.

Seção IX - Da Licença para Tratamento de Saúde

Art. 138. Será concedida ao servidor Licença para Tratamento de Saúde, a pedido ou de ofício, com base em laudo médico ou por acidente de trabalho, sem prejuízo da remuneração a que faz jus.
   § 1º Ficará sob a responsabilidade do Município o pagamento da licença saúde até o 15º (décimo quinto) dia de afastamento, sendo que a partir do 16º (décimo sexto) dia, o pagamento será efetuado por meio do sistema previdenciário correspondente.
   § 2º Concedido novo benefício, decorrente da mesma doença, dentro de 60 (sessenta) dias contados da cessação do benefício anterior, o Município fica desobrigado do pagamento relativo aos 15 (quinze) primeiros dias de afastamento, prorrogando-se o benefício anterior e descontando-se os dias trabalhados, se for o caso.
   § 3º Nos casos de indeferimento da licença por parte do sistema previdenciário, o servidor deverá retornar às suas atividades laborais imediatamente no dia subsequente à negativa, mediante prévio encaminhamento do órgão de pessoal.
   § 4º Quando da negativa de benefício por parte do sistema previdenciário, o servidor ficará licenciado sem remuneração no período do 16º (décimo sexto) dia até o dia da perícia médica.
   § 5º Na hipótese do parágrafo anterior, o tempo de licença não contará como tempo de serviço.

Art. 139. A inspeção de saúde será regulamentada por decreto.

Art. 140. O servidor licenciado para tratamento de saúde não poderá dedicar-se a qualquer outra atividade remunerada, sob pena de ser cassada a sua licença, sem prejuízo das sanções disciplinares.

Seção X - Da Licença Maternidade e Paternidade

Art. 141. Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração, com início no período entre 28 (vinte e oito) dias antes do parto e a data de ocorrência deste.
   § 1º A licença para a gestante será concedida inclusive no caso de natimorto e de aborto não criminoso.
   § 2º Para fins desta lei, considera-se parto o evento ocorrido a partir da 23ª (vigésima terceira) semana, ou 6º (sexto) mês de gestação, inclusive em caso de natimorto.
   § 3º Em caso de aborto não-criminoso, comprovado mediante atestado médico com informação do CID específico, a servidora terá direito à licença correspondente a 14 (catorze) dias.

Art. 142. À servidora adotante ou que obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança, será concedida licença maternidade pelo seguinte prazo, de acordo com a idade da criança:
   I - até 01 (um) ano completo, por 120 (cento e vinte) dias;
   II - a partir de 01 (um) ano até 04 (quatro) anos completos, por 60 (sessenta) dias;
   III - a partir de 04 (quatro) anos até completar 08 (oito) anos, por 30 (trinta) dias.
   § 1º O afastamento é devido à servidora independentemente de a mãe biológica ter recebido o mesmo benefício quando do nascimento da criança.
   § 2º Para a concessão do afastamento será indispensável que conste da nova certidão de nascimento da criança ou do termo de guarda, o nome da servidora adotante ou guardiã, informando que trata-se de guarda para fins de adoção, não sendo devido o benefício se contiver no documento apenas o nome do cônjuge ou companheiro.
   § 3º Quando houver adoção ou guarda judicial para mais de uma criança, é devido um único salário-maternidade relativo à criança de menor idade, observando que no caso de acumulação lícita de cargos, empregos ou funções, a servidora fará jus ao afastamento, concomitantemente, relativo a cada vínculo funcional.

Art. 143. A remuneração devida à servidora, em razão dos afastamentos citados nos arts. 141 e 142, será suportado pelo Município ou pelo regime de previdência correspondente, conforme dispuser a lei.

Art. 144. A licença prevista no caput do art. 141 poderá ser prorrogada por até 60 (sessenta dias), sem prejuízo da sua remuneração, nos valores iguais aos devidos no período de percepção do salário-maternidade pago pelo Regime Geral de Previdência Social.
   Parágrafo único. A prorrogação será garantida à servidora municipal mediante requerimento efetivado até o final do 2º (segundo) mês após o parto e concedida imediatamente após a fruição da licença de que trata o caput do art. 141.

Art. 145. A servidora que entrar em licença maternidade perceberá como remuneração o valor correspondente à média das quantidades recebidas em folha de pagamento nos 06 (seis) meses anteriores ao início da referida licença.
   § 1º O vencimento, os avanços e a gratificação adicional por tempo de serviço serão sempre computados integralmente.
   § 2º Na apuração dos valores referentes à gratificações, convocações e demais adicionais, será considerada como integral a fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de exercício no mesmo mês.
   § 3º Excluem-se do cálculo referido no caput deste artigo, os valores percebidos a título de prêmio por assiduidade, adicional de férias, salário-família, gratificação natalina e verbas indenizatórias.

Art. 146. A licença paternidade será de 05 (cinco) dias, a contar da data do nascimento do filho ou da adoção ou guarda de menor, sem prejuízo da remuneração.

Seção XI - Da Licença para Estudos

Art. 147. Ao servidor municipal regularmente matriculado em estabelecimento de ensino médio, técnico ou superior, oficial ou reconhecido poderá ausentar-se do serviço em licença para estudos nos seguintes casos:
   I - durante o período de estágio para conclusão;
   II - no período de provas parciais ou finais;
   III - para prestar exames de vestibular, em que o servidor esteja regularmente inscrito;
   IV - para saída de campo;
   V - para apresentação em banca, para conclusão de ensino superior.
   § 1º A licença poderá ser concedida desde que requerida com antecedência de 03 (três) dias ao Secretário da pasta em que o servidor estiver lotado, devidamente autorizado pelo mesmo e comprovado posteriormente, não havendo necessidade de recuperação dos horários de afastamento nos casos dos incisos II, III e V.
   § 2º Poderá ser concedido horário especial ao servidor estudante, existindo incompatibilidade de horários, quando necessária a prestação de estágio, conclusão e/ou frequência de curso de nível médio, técnico ou superior.
      I - No horário especial de estudante será exigida a compensação de horários na repartição, respeitada a duração mensal de trabalho.
   § 3º A licença prevista no inciso II deste artigo será concedida somente por turno, podendo o servidor optar pela dispensa no turno matinal ou no turno vespertino, observado o que segue:
      I - para os que exercem suas atividades em turno único a dispensa corresponderá a metade da carga horária diária;
      II - fica vedada a concessão no dia em que suceder a feriado, folgas e nas segundas-feiras.

Seção XII - Do Exercício de Mandato Eletivo

Art. 148. Nos termos do disposto no art. 38 da Constituição Federal, será concedida ao servidor do quadro de provimento efetivo licença para o exercício de mandato eletivo.
   § 1º A licença terá duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada no caso de reeleição.
   § 2º Havendo incompatibilidade de horário, e o servidor optar pelo exercício do cargo eletivo, não perceberá remuneração do cargo efetivo, sem prejuízo das demais vantagens.

Seção XIII - Da Licença para Atender Portador de Necessidades Especiais

Art. 149. O servidor pai ou mãe ou responsável por portador de necessidades especiais, física ou mental, em tratamento, fica autorizado a se afastar do exercício do cargo, quando necessário, mediante requerimento, por período de até 50% (cinquenta por cento) de sua carga normal diária de serviço, sem prejuízo de sua remuneração.
   § 1º Quando o pai ou mãe ou responsável pelo portador de necessidades especiais forem servidores municipais, o direito ao afastamento de um exclui o de outros.
   § 2º O afastamento poderá ser consecutivo, intercalado, alternado ou escalonado, conforme necessidade e ou programa de atendimento pertinente.
   § 3º O requerimento de que trata este artigo deverá ser acompanhado de laudo médico detalhado, expedido pelo mínimo 02 (dois) profissionais habilitados.

CAPÍTULO VI - DA CEDÊNCIA

Art. 150. O servidor ocupante de cargo de provimento efetivo e estável poderá ser cedido, mediante sua concordância, para ter exercício em outro órgão ou entidade dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, ou entidades privadas, nas seguintes hipóteses:
   I - para exercício de cargo em comissão ou função gratificada;
   II - em casos previstos em leis específicas;
   III - para cumprimento de convênio.
   § 1º Na hipótese do inciso I deste artigo, a cedência será sem ônus para o Município e, nos demais casos, conforme dispuser a lei ou o convênio.
   § 2º O tempo em que o servidor estiver cedido, será computado integralmente para fins de contagem de tempo de serviço de que trata esta lei.
   § 3º É vedado colocar à disposição servidor do quadro de cargos do Magistério Público Municipal.

CAPÍTULO VII - DAS CONCESSÕES

Art. 151. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço, a partir da data do evento, devidamente autorizado e mediante comprovação, por:
   I - até 01 (um) dia, por motivo de:
      a) situação que ocasione registro policial de qualquer natureza;
      b) para se alistar como eleitor ou para serviço militar;
      c) para acompanhar funeral de pessoa íntima;
      d) doação de sangue;
   II - até 02 (dois) dias consecutivos em caso de sinistros e/ou fenômenos da natureza;
   III - até 03 (três) dias consecutivos por motivo de falecimento de avô ou avó, sogro ou sogra, tios e netos;
   IV - até 07 (sete) dias consecutivos, por motivo de:
      a) casamento;
      b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos ou enteados, irmãos ou de menor sob guarda;
   V - pelo tempo que se fizer necessário:
      a) para realização de consultas e/ou exames na área de saúde, próprios ou de familiares citados no art. 126 desta Lei;
      b) comparecimento em reunião escolar representando dependente;
      c) integrar júri no Poder Judiciário;
      d) para matrícula própria ou de dependente em estabelecimento de ensino oficial ou reconhecido;
      e) atender intimação policial/judicial;
      f) marcação de consulta na rede pública de saúde;
      g) para frequentar curso de aperfeiçoamento profissional;
      h) para renovação de registro junto à entidade de classe profissional, no caso de detentores de cargos que o preveem como exigência de provimento;
      i) para renovar Carteira Nacional de Habilitação, no caso de detentores de cargos que a preveem como exigência de provimento.

CAPÍTULO VIII - DO TEMPO DE SERVIÇO

Art. 152. A apuração do tempo de serviço será feita em dias e convertidos em anos, considerados 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias a cada ano.
   Parágrafo único. Os dias de efetivo exercício serão computados à vista dos comprovantes de pagamento ou dos registros funcionais.

Art. 153. Além das ausências ao serviço previstas nesta lei, são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de:
   I - férias;
   II - prêmio à assiduidade, quando gozada;
   III - licenças previstas no art. 125 desta Lei;
   IV - concessões previstas no art. 151 desta Lei;
   V - cedência;
   VI - afastamento preventivo;
   VII - disponibilidade remunerada;
   VIII - período de afastamento do cargo, que anteceder a reintegração;
   IX - penalidade de suspensão, quando convertida em multa ou em caso de provimento de pedido de recurso, reconsideração ou revisão.

Art. 154. O tempo de afastamento para exercício de mandato eletivo será contado na forma das disposições constitucionais ou legais específicas.

Art. 155. É vedada a contagem acumulada de tempo de serviço simultâneo.

Art. 156. Não serão computados tempo de serviço estranho ao Município.

CAPÍTULO IX - DO DIREITO DE PETIÇÃO

Art. 157. É assegurado ao servidor o direito de requerer, pedir reconsideração, recorrer e representar, em defesa de direito ou de interesse legítimo.
   Parágrafo único. As petições, salvo determinação expressa em lei ou regulamento, serão dirigidas ao Chefe do Poder e terão decisão final no prazo de 30 (trinta) dias.

Art. 158. O pedido de reconsideração deverá conter novos argumentos ou provas suscetíveis de reformar o despacho, a decisão ou o ato anterior.
   Parágrafo único. O pedido de reconsideração, admitido uma única vez, será submetido à autoridade que houver prolatado o despacho, proferido a decisão ou praticado o ato.

Art. 159. Caberá recurso ao Chefe do Poder, como última instância administrativa, sendo indelegável sua decisão.
   Parágrafo único. Terá caráter de recurso o pedido de reconsideração quando o prolator do despacho, decisão ou ato houver sido o Chefe do Poder.

Art. 160. O prazo para interposição de recurso ou do pedido de reconsideração é de 30 (trinta) dias, a contar da data da ciência do interessado da decisão, mediante notificação pessoal ou da publicação do despacho.
   Parágrafo único. Os pedidos de recurso e de reconsideração não terão efeito suspensivo e, se providos, seus efeitos retroagirão à data do ato impugnado.

Art. 161. A representação será dirigida ao chefe imediato do servidor que, se a solução não for de sua alçada, a encaminhará a quem de direito.
   Parágrafo único. Se não for dado andamento à representação, dentro do prazo de 05 (cinco) dias, poderá o servidor dirigi-la direta e sucessivamente às chefias superiores.

Art. 162. É assegurado o direito de vista do processo ao servidor ou ao seu representante legal pelo prazo de 10 (dez) dias.

TÍTULO VI - DO REGIME DISCIPLINAR
CAPÍTULO I - DOS DEVERES

Art. 163. São deveres do servidor:
   I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo, atuando com responsabilidade e qualidade na prestação dos seus serviços;
   II - tratar o cidadão, os colegas de trabalho, os superiores hierárquicos e as autoridades do poder com respeito, urbanidade, interesse no agir e qualificando suas ações;
   III - lealdade às instituições a que servir, observando as normas legais e regulamentares;
   IV - cumprimento às ordens superiores, salvo se manifestamente ilegais;
   V - atender com presteza ao público em geral, prestando informações requeridas, salvo as de caráter sigiloso, expedir certidões para defesa de direitos ou esclarecimento de situações de interesse pessoal, bem como requisições da Fazenda Pública;
   VI - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades que tiver ciência em razão do cargo;
   VII - zelar pela economia de material e conservação do patrimônio público;
   VIII - guardar sigilo sobre os assuntos e documentos do setor de trabalho;
   IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
   X - ser assíduo e pontual, apresentando-se ao serviço em boas condições de asseio e convenientemente trajado, inclusive com uniforme, se for o caso;
   XI - representar contra ilegalidade de ato ou abuso de poder, sempre ao superior imediato;
   XII - observar as normas de segurança e medicina do trabalho estabelecido, como também o uso obrigatório dos equipamentos de proteção individual (EPI) que lhe forem fornecidos;
   XIII - manter espírito de cooperação e solidariedade com os colegas de trabalho;
   XIV - frequentar cursos de treinamento e capacitação para aperfeiçoar e especializar o serviço público;
   XV - apresentar relatórios ou resumos de suas atividades nas hipóteses e prazos previstos em lei ou regulamento, ou quando determinado por autoridade competente;
   XVI - sugerir providências tendentes à melhoria e aperfeiçoamento do serviço público;
   XVII - integrar comissões de sindicância e de representações em conselhos municipais, quando expressamente designado;
   XVIII - apresentar anualmente declaração de bens e rendas nos termos da legislação que regulamenta a matéria.
   Parágrafo único. Será considerado como coautor o superior hierárquico, recebendo denúncia ou representação a respeito de irregularidades no serviço ou falta cometida por servidor, seu subordinado, deixar de tomar as providências necessárias à sua apuração.

CAPÍTULO II - DAS PROIBIÇÕES

Art. 164. É proibido ao servidor qualquer ação ou omissão capaz de comprometer a dignidade e o decoro da função pública, ferir a disciplina e a hierarquia, prejudicar a eficiência do serviço ou causar dano à Administração Municipal, especialmente:
   I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
   II - retirar, modificar ou substituir, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento, registro eletrônico ou objeto da repartição;
   III - recusar fé a documentos públicos;
   IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento, processo ou execução de serviço;
   V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
   VI - referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso aos cidadãos, aos colegas de trabalho, aos superiores hierárquicos e às autoridades públicas ou aos atos do Poder Público, mediante manifestação escrita ou oral;
   VII - cometer à pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de encargo que seja de sua competência ou de seu subordinado;
   VIII - compelir ou aliciar outro servidor no sentido de filiação a associação profissional ou sindical, ou a partido político;
   IX - manter sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até 2º (segundo) grau civil, salvo se decorrente de nomeação por concurso público;
   X - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
   XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto à repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até 2º (segundo) grau;
   XII - receber propina, comissão, presente ou vantagens de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
   XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro, sem licença prévia nos termos da lei;
   XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;
   XV - proceder de forma desidiosa no desempenho das funções;
   XVI - cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto em situação de emergência e transitórias;
   XVII - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
   XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício e com o horário de trabalho;
   XIX - entreter-se durante a jornada de trabalho com atividades estranhas ao serviço;
   XX - ingerir bebidas alcoólicas ou drogas de qualquer espécie durante o trabalho;
   XXI - apresentar-se ao trabalho embriagado ou drogado;
   XXII - tratar de assuntos particulares em horário de trabalho;
   XXIII - participar de atos de sabotagem de qualquer espécie;
   XXIV - promover atividades político-partidárias nos locais de trabalho ou durante o serviço, em qualquer local, inclusive utilizar imagem ou slogan de cunho político;
   XXV - fazer divulgação de trabalho particular durante o expediente de trabalho.

Art. 165. É lícito ao servidor criticar atos do Poder Público do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço, em trabalho assinado, respondendo, porém, civil ou criminalmente na forma da legislação aplicável, se de sua conta resultar delito ou dano moral de qualquer ordem.

CAPÍTULO III - DA ACUMULAÇÃO

Art. 166. É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários, mediante comprovação escrita, junto ao órgão de pessoal nos seguintes casos:
   I - de 02 (dois) cargos de professor;
   II - de 01 (um) cargo de professor com outro, técnico ou científico;
   III - de 02 (dois) cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.
   § 1º A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público.
   § 2º É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrente dos arts. 40, 42 e 142 da Constituição Federal com a remuneração de cargos, empregos ou função pública ressalvada os cargos acumuláveis na forma do caput, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.

CAPÍTULO IV - DAS RESPONSABILIDADES

Art. 167. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições.
   Parágrafo único. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre si.

Art. 168. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros, apurada mediante processo administrativo.
   § 1º A indenização de prejuízo causado ao erário poderá ser liquidada na forma prevista no art. 76 desta Lei.
   § 2º Tratando-se de danos causados a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva.
   § 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida.

Art. 169. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputados ao servidor, nessa qualidade.

Art. 170. A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado por servidor investido no cargo ou função pública.

Art. 171. A responsabilidade civil ou administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou a sua autoria.

CAPÍTULO V - DAS PENALIDADES

Art. 172. São penalidades disciplinares aplicáveis ao servidor, após procedimento administrativo que lhe seja assegurado o direito de defesa:
   I - advertência;
   II - suspensão;
   III - demissão;
   IV - cassação de disponibilidade e aposentadoria;
   V - destituição de função de confiança.

Art. 173. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela provierem para o patrimônio e o serviço público, as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes.

Art. 174. Não poderá ser aplicado mais de uma pena disciplinar pela mesma infração.
   Parágrafo único. No caso de infrações simultâneas, a maior absorve as demais, funcionando estas como agravantes na gradação da penalidade.

Art. 175. Observando o disposto nos artigos precedentes, as penas serão sempre aplicadas pelo Chefe do Poder, podendo ser delegada a outrem, conforme previsto na Lei Orgânica, na inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamento ou norma interna e nos casos de violação de proibição.

Art. 176. A pena de suspensão não poderá ultrapassar 60 (sessenta) dias.
   Parágrafo único. Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço e a exercer suas atribuições legais.

Art. 177. Será aplicada ao servidor a pena de demissão nos seguintes casos, após apuração em processo administrativo disciplinar:
   I - crime contra a Administração Municipal;
   II - abandono de cargo;
   III - indisciplina ou insubordinação grave ou reiterada;
   IV - inassiduidade ou impontualidade habitual;
   V - improbidade administrativa;
   VI - incontinência pública ou conduta escandalosa;
   VII - ofensa física contra qualquer pessoa, cometida em serviço, salvo em legítima defesa;
   VIII - aplicação irregular de dinheiro público;
   IX - revelação de segredo apropriado em razão do cargo;
   X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal;
   XI - corrupção e peculato;
   XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções;
   XIII - transgressão do art. 164, incisos X a XXV desta Lei;
   XIV - percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrente dos arts. 40, 42 e 142 da Constituição Federal, com a remuneração de cargos, empregos ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma do art. 166 desta lei, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.

Art. 178. A demissão nos casos dos incisos V, VIII, X e XI do art. 177 desta Lei implica em indisponibilidade de bens e ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.

Art. 179. Configura abandono de cargo a ausência intencional ao serviço por mais de 30 (trinta) dias consecutivos.

Art. 180. A demissão por inassiduidade ou impontualidade somente será aplicada quando caracterizada a habitualidade de modo a representar séria violação dos deveres e obrigações do servidor, após anteriores punições por advertência ou suspensão.
   § 1º Constatadas as primeiras faltas, deverá o chefe imediato, sob pena de se tornar corresponsável, comunicar o fato ao órgão de apoio administrativo da repartição que promoverá as diligências necessárias à apuração da ocorrência.
   § 2º Quando o número de faltas não justificadas ultrapassar a 30 (trinta) consecutivas ou 60 (sessenta) intercaladas durante 01 (um) ano, a Administração Municipal promoverá sindicância investigatória e à vista do resultado dela será proposto:
      I - solução, se provada a existência de força maior, coação ilegal ou circunstância ligada ao estado físico e psíquico do servidor, que contribua para não caracterizar o abandono do cargo ou que possa determinar a justificabilidade das faltas;
      II - a instauração de sindicância disciplinar, se inexistirem provas das situações mencionadas no inciso anterior, ou existindo, forem julgadas insatisfatórias.
   § 3º No caso de ser proposta a demissão, será instaurado processo administrativo disciplinar.
   § 4º Para aferição do número de faltas, as horas serão convertidas em dias.

Art. 181. A acumulação de que se trata o inciso XII do art. 177 desta Lei acarreta a demissão de um dos cargos, empregos ou funções, dando-se ao servidor o prazo de 05 (cinco) dias úteis para opção.
   § 1º Verificada a acumulação, será concedido ao servidor o prazo de 10 (dez) dias úteis para apresentar opção por um dos cargos, empregos ou funções, mediante comprovação do requerimento de desligamento.
   § 2º Na hipótese do não exercício da opção pelo servidor, será determinada instauração de processo administrativo disciplinar.
   § 3º Se comprovado que a acumulação se deu por má-fé, o servidor será demitido de ambos os cargos que detém no Município.
   § 4º Na hipótese do § 3º, sendo um dos cargos, empregos ou funções exercido na União, nos Estados, no Distrito Federal ou em outro Município, a demissão será comunicada ao outro órgão ou entidade onde ocorre acumulação.

Art. 182. Será cassada a aposentadoria e a disponibilidade se provado que o inativo:
   I - praticou, na atividade, falta punível com a pena de demissão;
   II - aceitou ilegalmente cargo ou função pública; ou
   III - praticou usura, em qualquer de suas formas.

Art. 183. A pena de destituição de função de confiança será aplicada:
   I - quando se verificar falta de exação no seu desempenho; ou
   II - quando for verificado que, por negligência ou benevolência, o servidor contribuiu para que não se apurasse no devido tempo, irregularidade no serviço.
   Parágrafo único. A aplicação da penalidade deste artigo não implicará em perda do cargo efetivo.

Art. 184. Ao servidor demitido ou destituído da posição de confiança é devida apenas a remuneração pelos dias trabalhados.

Art. 185. A pena de destituição de posição de confiança implicará a impossibilidade de ser investido em funções dessa natureza durante o período de 05 (cinco) anos a contar do ato de punição.

Art. 186. O ato de imposição de penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a identificação da sindicância ou processo administrativo disciplinar que serviu de base.
   Parágrafo único. As penalidades aplicadas ao servidor serão registradas em sua ficha funcional.

Art. 187. A aplicação de penalidade é de competência da autoridade máxima do órgão ou entidade.
   Parágrafo único. Será delegada a competência ao substituto legal, para aplicação de penalidades, nos casos de impedimento ou suspeição do Chefe do Poder.

Art. 188. A demissão por infringência ao art. 164, incisos XII, XIII, e art. 177, incisos I, V, VIII, X e XI, incompatibilizará o ex-servidor para nova investidura em cargo, emprego ou função pública do Município, pelo prazo de 05 (cinco) anos.

Art. 189. A ação disciplinar é obrigatória, não podendo ser relevada pela autoridade competente, ainda que o implicado não mais pertença aos quadros da Administração Municipal.

Art. 190. Se, ao término da ação disciplinar, for reconhecida a culpa do acusado que não mais gozar da condição de servidor público, a autoridade competente deverá:
   I - nos casos puníveis com advertência e suspensão, determinar a baixa e arquivamento do feito, com as anotações pertinentes na ficha funcional e com a determinação, quando for o caso, de responsabilização civil;
   II - na hipótese de pena de demissão ou destituição da posição de confiança, determinar o ressarcimento das verbas recebidas pelo servidor a título de exoneração.

Art. 191. As penas estabelecidas neste estatuto terão os seguintes efeitos:
   I - pena de advertência: será aplicada por escrito, visando sempre ao aperfeiçoamento profissional do servidor e enquadrada nos casos de violação dos arts. 163 e 164 desta Lei;
   II - pena de suspensão - não excederá a 60 (sessenta) dias e aplicar-se-á:
      a) quando a falta for intencional ou se revestir de gravidade;
      b) na violação das proibições consignadas neste estatuto;
      c) nos casos de reincidência em falta já punida com advertência;
      d) com gradação de penalidade mais grave, tendo em vista, circunstâncias atenuantes;
      e) servidor que atestar falsamente prestação de serviço extraordinário;
      f) servidor que recusar-se sem justo motivo, a prestação de serviço extraordinário.
   Parágrafo único. A pena de suspensão implica em:
      I - perda do vencimento e da efetividade, para todos os efeitos;
      II - na impossibilidade de promoção;
      III - no retardamento da concessão do prêmio por assiduidade, na proporção de 30 (trinta) dias, para cada dia de suspensão.

Art. 192. A ação disciplinar prescreverá:
   I - em 05 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria e disponibilidade, ou destituição de função de confiança;
   II - em 02 (dois) anos, quanto às infrações puníveis com suspensão;
   III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto às infrações puníveis com advertência.
   § 1º A falta também prevista na lei penal como crime prescreverá juntamente com este.
   § 2º O prazo de prescrição começa a correr da data em que a autoridade tomar conhecimento da existência da falta.
   § 3º A instauração de sindicância punitiva ou a instauração de processo administrativo disciplinar interrompe a prescrição.
   § 4º Na hipótese do parágrafo anterior, todo o prazo começa a correr novamente, no dia da interrupção.

Art. 193. As penalidades disciplinares terão seus registros cancelados, mediante requerimento do servidor, após o decurso de:
   I - 03 (três) anos para a penalidade de advertência;
   II - 05 (cinco) anos para a penalidade de suspensão, demissão, cassação da aposentadoria e disponibilidade e destituição da posição de confiança.
   § 1º Interrompe o decurso dos prazos a prática pelo servidor de nova infração disciplinar.
   § 2º Na hipótese do parágrafo anterior, o prazo recomeçará a contar no dia imediatamente posterior ao da interrupção.
   § 3º O cancelamento do registro da penalidade não surtirá efeitos retroativos.

CAPÍTULO VI - DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR EM GERAL
Seção I - Das Disposições Preliminares

Art. 194. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, sob pena de incorrer nas previsões do parágrafo único do art. 163 desta Lei.
   § 1º As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito.
   § 2º Quando o fato narrado, de modo evidente, não configurar infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será arquivada por falta de objeto.
   § 3º Na hipótese do relatório da sindicância ou do processo administrativo disciplinar concluir pela prática de crime, a autoridade competente oficiará ao Ministério Público e remeterá cópia dos autos.

Art. 195. As irregularidades e faltas funcionais serão apuradas em processo regular com direito à plena defesa, por meio de:
   I - sindicância investigatória, quando não houver dados suficientes para sua determinação ou para apontar o servidor faltoso;
   II - sindicância disciplinar, quando a ação ou omissão torne o servidor passível de aplicação das penas de advertência e suspensão;
   III - processo administrativo disciplinar, quando a gravidade da ação ou omissão torne o servidor passível de demissão, cassação da aposentadoria ou da disponibilidade.

Seção II - Da Suspensão Condicional do Procedimento

Art. 196. Nas infrações disciplinares decorrentes da infringência dos deveres funcionais previstos no art. 163 desta Lei, a comissão poderá propor a suspensão do processo administrativo disciplinar ou da sindicância de que trata os arts. 204 a 244 desta Lei, desde que por manifesto e fundado interesse público, pelo prazo de 03 (três) anos, e desde que o servidor não tenha sido condenado por outra infração disciplinar nos últimos 02 (dois) anos.
   § 1º Formulada a proposta, em audiência, a comissão especificará as condições a que se subordina a suspensão, pelas quais deverá o servidor beneficiado:
      I - nas infrações que não importem em ressarcimento ao erário, contribuir com o valor de 01 (uma) a 03 (três) cestas básicas, de acordo com a falta disciplinar cometida e com as condições financeiras do processado, à entidade beneficente do município, devendo a comprovação ser juntada ao processo em, no máximo, 30 (trinta) dias da data da homologação da proposta;
      II - autorizar o desconto em folha dos valores devidos com relação à indenização do dano experimentado pelo Erário, inclusive quando decorrerem de indenização a terceiros;
      III - prestar compromisso de observar os deveres do art. 163 e não infringir as proibições previstas no art. 164, ambos desta Lei.
   § 2º Aceita a proposta, o servidor firmará documento autorizando o desconto em folha das prestações devidas à Fazenda Pública, de acordo com o disposto no art. 76 desta Lei.

Art. 197. Recebido o procedimento previsto no artigo precedente, por parte do Chefe do Poder, a decisão sairá no prazo de 05 (cinco) dias, podendo:
   I - homologar a proposta, determinando a suspensão do procedimento administrativo;
   II - alterar fundamentadamente as condições estabelecidas para a suspensão, observado o disposto nesta seção;
   III - mediante fundamentação, quanto a não aplicação da suspensão condicional, determinar o prosseguimento do procedimento disciplinar, até decisão final.

Art. 198. A suspensão condicional do processo será automaticamente revogada caso o servidor, no curso de seu prazo, descumprir as condições estabelecidas ou vier a ser processado por outra falta, hipótese em que o procedimento disciplinar será retomado.

Art. 199. Expirado o prazo da suspensão e satisfeitas suas condições, a autoridade julgadora declarará extinta a punibilidade.
   Parágrafo único. A suspensão condicional do procedimento disciplinar somente poderá ser novamente proposta ao servidor beneficiado, depois de declarada a extinção da punibilidade.

Art. 200. Não correrá prescrição durante o prazo de suspensão condicional do processo.

Seção III - Do Afastamento Preventivo

Art. 201. A autoridade competente poderá determinar o afastamento preventivo do servidor até 60 (sessenta) dias, prorrogáveis por mais 30 (trinta) se, fundamentadamente, houver necessidade de seu afastamento para apuração de falta a ele imputada.

Art. 202. O servidor fará jus à remuneração integral durante o período de afastamento preventivo.

Seção IV - Da Sindicância Investigatória

Art. 203. A sindicância investigatória será conduzida por servidor ocupante de cargo efetivo a critério da autoridade competente, considerando o fato a ser apurado, por comissão de até 03 (três) servidores efetivos, podendo estes serem dispensados de suas atribuições normais até a apresentação do relatório.
   § 1º A comissão sindicante efetuará, de forma sumária, as diligências necessárias ao esclarecimento da ocorrência e indicação do responsável, apresentando, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, relatório a respeito.
   § 2º Preliminarmente, deverá ser ouvido o denunciante e o servidor ou servidores referidos, se houver.
   § 3º Reunidos os elementos apurados, a comissão traduzirá no relatório as suas conclusões, indicando o possível culpado, qual a irregularidade ou transgressão e o seu enquadramento nas disposições estatutárias.
   § 4º A autoridade, de posse do relatório, acompanhado dos elementos coletados na investigação, decidirá, no prazo de 05 (cinco) dias úteis:
      I - pela instauração de sindicância disciplinar;
      II - pela instauração de processo administrativo disciplinar; ou
      III - pelo arquivamento do processo.
   § 5º Entendendo a autoridade competente que os fatos não estão devidamente elucidados, inclusive na indicação do possível culpado, devolverá o processo à comissão, para ulteriores diligências, em prazo certo, não superior a 10 (dez) dias úteis.
   § 6º De posse do novo relatório e elementos complementares, a autoridade decidirá no prazo e nos termos do § 4º deste artigo.

Seção V - Da Sindicância Disciplinar

Art. 204. A sindicância disciplinar será conduzida por comissão de 03 (três) servidores efetivos e estáveis, designada pela autoridade competente, que indicará o seu presidente, podendo ser dispensados de suas atribuições normais até a apresentação do relatório.
   § 1º A comissão efetuará as diligências necessárias ao esclarecimento dos fatos, apresentando, no prazo de 30 (trinta) dias, relatório a respeito, podendo o prazo ser prorrogado por mais 30 (trinta) dias, por solicitação da comissão sindicante, com justificação do motivo.
   § 2º Preliminarmente, deverá ser ouvido o denunciante e após o servidor sindicado, passando-se, após, à instrução.
   § 3º O sindicado será intimado pessoalmente da instalação da sindicância e da audiência para seu interrogatório, com antecedência de, no mínimo, 48 (quarenta e oito) horas.
   § 4º Na audiência, a comissão promoverá o interrogatório do sindicado, concedendo-lhe, em seguida, o prazo de 05 (cinco) dias úteis para oferecer alegações escritas, requerer provas e arrolar testemunhas, até o máximo de 03 (três).
   § 5º Havendo mais de 01 (um) sindicado, o prazo será comum e de 10 (dez) dias úteis, contados a partir do interrogatório do último deles.
   § 6º A comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos de modo a permitir a completa elucidação dos fatos.
   § 7º Concluída a instrução, o sindicado será intimado para apresentar defesa final no prazo de 05 (cinco) dias úteis. Havendo mais de 01 (um) sindicado, o prazo será comum e de 15 (quinze) dias úteis, contados a partir do interrogatório do último deles.
   § 8º Reunidos os elementos apurados, caberá à comissão elaborar relatório conclusivo, indicando:
      I - a irregularidade ou transgressão, o seu enquadramento nas disposições estatutárias e a penalidade a ser aplicada;
      II - a abertura de processo administrativo disciplinar quando a falta apurada sujeitar o servidor à aplicação de penalidade de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade ou destituição da posição de confiança; ou
      III - o arquivamento da sindicância.

Art. 205. A autoridade, de posse do relatório, acompanhado dos elementos coletados na instrução, decidirá, no prazo de 05 (cinco) dias:
   I - pela aplicação de penalidade de advertência ou suspensão;
   II - pela instauração de processo administrativo disciplinar; ou
   III - pelo arquivamento da sindicância.
   § 1º Entendendo a autoridade competente que os fatos não estão devidamente elucidados, devolverá o processo à comissão, para ulteriores diligências, em prazo certo, não superior a 10 (dez) dias úteis.
   § 2º De posse do novo relatório e elementos complementares, a autoridade decidirá no prazo do caput deste artigo.

Art. 206. Aplicam-se, supletivamente à sindicância disciplinar, as normas de processo administrativo disciplinar previsto nesta lei.

Seção VI - Do Processo Administrativo Disciplinar

Art. 207. O processo administrativo disciplinar será conduzido por comissão de 03 (três) servidores efetivos e estáveis, designada pelo Chefe do Poder que indicará, dentre eles, o seu presidente e desde que tenham, no mínimo, a mesma escolaridade.
   Parágrafo único. A comissão terá como secretário, 01 (um) dos membros que será designado pelo presidente.

Art. 208. A comissão processante, sempre que necessário e expressamente determinado no ato de designação, dedicará todo o tempo aos trabalhos do processo, ficando os membros da comissão, em tal caso, dispensados dos serviços normais da repartição.

Art. 209. O processo administrativo será contraditório, assegurada ampla defesa ao acusado, com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito.

Art. 210. Quando o processo administrativo disciplinar resultar de prévia sindicância, o relatório desta integrará os autos, como peça informativa da instrução.
   Parágrafo único. Na hipótese do relatório da sindicância concluir pela prática de crime, a autoridade competente oficiará à autoridade policial, para abertura de inquérito, independente da imediata instauração do processo administrativo disciplinar.

Art. 211. O prazo para a conclusão do processo não excederá 60 (sessenta) dias, salvo motivo justificado, contados da data da reunião de instalação da comissão, admitida a prorrogação por mais 30 (trinta) dias, quando as circunstâncias o exigirem, mediante autorização da autoridade que determinou a sua instauração.

Art. 212. As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações adotadas.

Art. 213. Ao instalar os trabalhos da comissão, o Presidente determinará a autuação da portaria e demais peças existentes e a expedição do mandado de citação ao indiciado, designando dia, hora e local para o seu interrogatório.

Art. 214. A citação do indiciado deverá ser feita pessoalmente mediante contra recibo, com pelo menos, 48 (quarenta e oito) horas de antecedência em relação à audiência inicial e conterá dia, hora, local, qualificação do indiciado e a falta que lhe é imputada com descrição dos fatos.
   § 1º Caso o indiciado se recuse a receber a citação, deverá o fato ser certificado, com assinatura de, no mínimo, 02 (duas) testemunhas.
   § 2º Estando o indiciado ausente do Município, se conhecido seu endereço, será citado por via postal, em carta registrada, juntando-se ao processo o comprovante do registro e o aviso do recebimento.
   § 3º Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, divulgado como os demais atos do Município e publicado pelo menos uma vez em jornal de circulação, no mínimo na região a que pertence o Município, com prazo de 15 (quinze) dias.

Art. 215. Em caso de revelia, caracterizada pelo não comparecimento ao interrogatório após regular citação, o presidente da comissão processante designará, de ofício, 01 (um) servidor para atuar na defesa do indiciado, dando-se preferência a servidor que seja formado em curso de Ciências Jurídicas, quando possível.

Art. 216. O indiciado poderá constituir advogado e/ou solicitar defensor dativo para fazer a sua defesa.

Art. 217. Na audiência marcada, a comissão promoverá o interrogatório do indiciado, concedendo-lhe em seguida o prazo de 05 (cinco) dias úteis, com vista do processo na repartição, para oferecer alegações escritas, requerer provas e arrolar testemunhas, até o máximo de 05 (cinco).
   § 1º Havendo mais de 01 (um) indiciado, o prazo será comum e de 10 (dez) dias úteis, contados a partir da tomada de declarações do último deles.
   § 2º O indiciado, seu advogado ou defensor dativo terão vista do processo na repartição, podendo ser fornecida cópia gratuita de inteiro teor mediante requerimento.

Art. 218. A comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos de modo a permitir a completa elucidação dos fatos.

Art. 219. O indiciado tem o direito de, pessoalmente ou por intermédio de procurador, assistir aos atos probatórios que se realizarem perante a comissão, requerendo à medida que julgar convenientes.
   § 1º De todos os atos probatórios deverão ser intimados, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, o indiciado e seu procurador.
   § 2º A intimação relativa à audiência de inquirição deverá conter o rol de testemunhas.
   § 3º O presidente da comissão poderá indeferir pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos.
   § 4º Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito.

Art. 220. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo Presidente da comissão, devendo a segunda via, com o ciente do intimado, ser anexada aos autos.
   Parágrafo único. Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado será imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve, com a indicação do dia, hora e local marcados para a inquirição.

Art. 221. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito a testemunha trazê-lo por escrito.
   § 1º A comissão inquirirá as testemunhas separada e sucessivamente; primeiro aquelas referidas na denúncia ou arroladas de ofício e por último as do indiciado, de modo que uma não ouça o depoimento das outras, com prévia intimação do indiciado ou de seu procurador.
   § 2º Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirme, proceder-se-á a acareação entre os depoentes.
   § 3º Antes de depor, a testemunha será qualificada, declarando o nome por inteiro, a profissão, a residência e estado civil, bem como se tem relações de parentesco com o indiciado ou interesse no objeto do processo.
   § 4º É lícito ao indiciado contraditar a testemunha, arguindo-lhe a incapacidade, o impedimento ou a suspeição. Se a testemunha negar os fatos que lhe são imputados o indiciado poderá provar a contradita com documentos ou com testemunhas, até 03 (três), apresentadas no ato e inquiridas em separado. Sendo provados ou confessados os fatos, a comissão dispensará a testemunha, ou lhe tomará o depoimento, independentemente de compromisso.

Art. 222. Ao início da inquirição, a testemunha prestará o compromisso de dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado.
   Parágrafo único. O Presidente da comissão advertirá à testemunha que incorre em sanção penal quem faz a afirmação falsa, cala ou oculta a verdade.

Art. 223. O Presidente da comissão inquirirá a testemunha sobre os fatos, concedendo em seguida a oportunidade para que o indiciado ou seu procurador, formule perguntas tendentes a esclarecer ou complementar o depoimento.
   Parágrafo único. Mediante requerimento do indiciado ou de seu procurador as perguntas indeferidas serão transcritas no termo.

Art. 224. Concluída a inquirição de testemunhas, poderá a comissão processante, se julgar útil ao esclarecimento dos fatos, reinterrogar o indiciado.

Art. 225. Ultimada a instrução do processo, o indiciado ou seu procurador será intimado por mandado, por carta postal ou ciência nos autos, pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, assegurando-se-lhe vistas do processo na repartição, ou concedendo-lhe cópia dos autos gratuitamente.
   § 1º O prazo de defesa será comum e de 15 (quinze) dias úteis se forem 02 (dois) ou mais indiciados.
   § 2º Fica estabelecido o prazo de 24 (vinte e quatro) horas para requerer diligências, cuja necessidade e conveniência se originem de circunstâncias ou de fatos apurados na instrução.
   § 3º Não havendo requerimento do indiciado, ou concluídas as diligências, será concedido prazo de 10 (dez) dias para apresentação de defesa escrita, assegurando-se vista do processo na repartição e sendo fornecida cópia de inteiro teor, mediante requerimento.

Art. 226. Após o decurso do prazo, apresentada a defesa ou não, a comissão apreciará todos os elementos do processo, apresentando o relatório, no qual constará em relação a cada indiciado, separadamente, as irregularidades de que foi acusado, as provas que instruíram o processo e as razões de defesa, propondo, justificadamente, a absolvição ou punição do indiciado, indicando a pena cabível e seu fundamento legal.
   Parágrafo único. O relatório e todos os elementos dos autos serão remetidos à autoridade que determinou a instauração do processo, dentro de 10 (dez) dias, contados do término do prazo para apresentação da defesa.

Art. 227. A comissão ficará à disposição da autoridade competente, até a decisão final do processo, para prestar esclarecimento ou providência julgada necessária.

Art. 228. Recebidos os autos, a autoridade que determinou a instauração do processo:
   I - dentro de 05 (cinco) dias:
      a) pedirá esclarecimentos ou providências que entender necessários, à comissão processante, marcando-lhe prazo;
      b) encaminhará os autos à autoridade superior, se entender que a pena cabível escapa à sua competência;
   II - julgar o processo dentro de 10 (dez) dias, acolhendo ou não as conclusões da comissão processante fundamentando a sua decisão.
   Parágrafo único. Nos casos do inciso I deste artigo, o prazo para julgamento será contado a partir do retorno ou recebimento dos autos.

Art. 229. Da decisão final, o recurso disciplinar sempre terá efeito suspensivo e terá prazo de 10 (dez) dias a contar da intimação da penalidade.
   § 1º Com as razões do recurso o processo será encaminhado à Assessoria Jurídica para análise dos pressupostos que remeterá após a autoridade prolatora da decisão ou ao Chefe do Poder.
   § 2º Recebido o recurso a autoridade poderá reconsiderar a decisão, atenuá-la ou prover o recurso cassando a penalidade.

Art. 230. As irregularidades processuais que não constituem vícios substanciais insanáveis, suscetíveis de influírem na apuração da verdade ou na decisão do processo, não lhe determinarão a nulidade.

Art. 231. O servidor que estiver respondendo a processo administrativo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido do cargo, ou aposentado voluntariamente, após a conclusão e o cumprimento da penalidade, caso aplicada.
   Parágrafo único. Excetua-se o caso de processo administrativo, instaurado apenas para apurar o abandono de cargo, quando poderá haver exoneração a pedido, a juízo da autoridade competente.

Seção VII - Da Revisão do Processo

Art. 232. A revisão do processo administrativo disciplinar poderá ser requerida a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, uma única vez, quando:
   I - a decisão for contrária ao texto de lei ou à evidência dos autos;
   II - a decisão se fundar em depoimentos, exames ou documentos falsos ou viciados;
   III - forem aduzidas novas provas, suscetíveis de atestar a inocência do interessado ou de autorizar diminuição de pena.
   § 1º A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão do processo, que requer elementos novos, ainda não apreciados no procedimento originário.
   § 2º Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do interessado, qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do procedimento.
   § 3º No caso de incapacidade mental do interessado, a revisão será requerida pelo respectivo curador.

Art. 233. Requerimento de revisão do procedimento será dirigido à autoridade competente, que, verificando o cumprimento de uma das condições estabelecidas no art. 232 desta Lei, determinará a designação de comissão processante, na forma do art. 207 desta Lei.
   Parágrafo único. Na petição inicial, o requerente indicará as provas que pretende produzir.

Art. 234. A revisão correrá apensa ao procedimento originário.

Art. 235. A comissão processante terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos, admitida a prorrogação por mais 30 (trinta) dias quando as circunstâncias o exigirem, mediante ato da autoridade que determinou a revisão.

Art. 236. O julgamento do processo de revisão caberá à autoridade que aplicou a penalidade.
   Parágrafo único. O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências.

Art. 237. Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do servidor, exceto em relação à destituição da posição de confiança, que será convertida em exoneração ou dispensa, conforme o caso.
   Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade.

Art. 238. No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.

Art. 239. O processo de revisão será realizado por comissão designada segundo os moldes das comissões de processo administrativo e correrá em apenso aos autos do processo originário.

Art. 240. As conclusões da comissão serão encaminhadas à autoridade competente, dentro de 30 (trinta) dias, devendo a decisão ser proferida, fundamentalmente, dentro de 10 (dez) dias.

Art. 241. Julgada procedente a revisão, será tornada insubsistente ou atenuada à penalidade imposta, restabelecendo-se os direitos decorrentes desta decisão.

Art. 242. Acarretará nulidade do processo administrativo:
   I - a determinação de instauração por autoridade incompetente;
   II - a falta de notificação ou citação na forma da lei;
   III - qualquer restrição à defesa do indiciado;
   IV - a recusa injustificada de promover a realização de perícias ou quaisquer outras diligências convenientes ao esclarecimento do processo;
   V - os atos da comissão praticados por apenas um de seus membros;
   VI - acréscimos ao processo após elaborado o relatório da comissão, sem novas vistas ao indiciado; ou
   VII - rasuras e emendas não ressalvadas no processo.

Art. 243. A nulidade poderá ser arguida em qualquer fase do processo.

Art. 244. Os atos e termos processuais serão regulamentados por decreto.

TÍTULO VII - DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR
CAPÍTULO ÚNICO - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 245. O Município manterá Regime Geral com a Previdência Social - RGPS, mediante contribuição patronal e do servidor, com vistas aos benefícios instituídos pelo Instituto Nacional do Seguro Social, observado o art. 201 da Constituição Federal, complementando-os nos casos previstos neste Estatuto.

Seção I - Da Complementação de Proventos de Aposentadoria

Art. 246. Os servidores efetivos, quando aposentados pelo Regime Geral de Previdência Social, desde que também presentes os pressupostos constitucionais, nos termos do art. 40 da Constituição Federal, perceberão do Município provento no valor igual a diferença entre o valor de sua remuneração fixada no ato da complementação de aposentadoria e o provento de aposentadoria estabelecido pelo Regime Geral de Previdência Social.
   § 1º A remuneração do servidor estável para fins de apuração do valor da complementação de proventos de aposentadoria de que trata o caput deste artigo, é constituído de:
      I - vencimento;
      II - avanços;
      III - gratificação adicional de tempo de serviço;
      IV - gratificação adicional por serviço de atividades insalubres ou perigosas;
      V - gratificação adicional por serviço noturno;
      VI - auxílio para diferença de caixa,
      VII - gratificação de risco de vida;
      VIII - incorporações previstas em lei.
   § 2º As gratificações previstas nos incisos IV, V, VI VII e VIII do parágrafo anterior serão calculadas de forma proporcional aos anos completos de exercício com percepção da vantagem.
   § 3º A compensação do nível de remuneração de que trata este artigo aplica-se também à servidores estáveis em Licença para Tratamento de Saúde, Licença por Acidente em Serviço ou por doença profissional.

Art. 247. A complementação de proventos de aposentadoria será revista na mesma data e proporção, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade.
   Parágrafo único. São estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria e posterior complementação.

Art. 248. Aos aposentados com direito a complementação de proventos de aposentadoria será paga a gratificação natalina, na forma dos arts. 82 a 85 desta Lei.

Art. 249. Para ser devida a complementação de proventos de aposentadoria, os servidores devem implementar, na data da concessão da aposentadoria, os requisitos necessários para aposentadoria conforme regras previstas na Constituição Federal e suas emendas.

Art. 250. O valor pago à título de complementação de aposentadoria será custeado pelo Município.

Seção II - Da Complementação de Proventos de Pensão

Art. 251. A complementação de pensão pode ocorrer quando o servidor falecido tiver sido contribuinte do Regime Geral de Previdência Social e tiver com isso garantido a seus dependentes o direito de receber pensão pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS.

Art. 252. O Município poderá complementar a pensão com a diferença entre o valor da pensão paga pelo INSS e o valor que os beneficiários perceberiam caso fosse concedida pelo Município, observados os critérios estabelecidos na Constituição Federal.

Art. 253. O valor pago à título de complementação de pensão será custeado pelo Município.

TÍTULO VII-A - DA CONTRATAÇÃO POR TEMPO DETERMINADO PARA ATENDER A NECESSIDADE TEMPORÁRIA DE EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO
CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
(AC LC 042/2014)

Art. 253-A. Para atender às necessidades temporárias de excepcional interesse público, poderão ser efetuadas contratações de pessoal por tempo determinado. (AC) (Artigo acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar nº 042, de 16.07.2014)
   Parágrafo único. As contratações somente poderão ser feitas com observância de dotação orçamentária específica.

Art. 253-B. Consideram-se como de necessidade temporária de excepcional interesse público, as contratações que visam a: (AC) (Artigo acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar nº 042, de 16.07.2014)
   I - atender a situações de calamidade pública;
   II - prestar assistência a emergências em saúde pública;
   III - substituir servidores, nas seguintes situações:
      a) licença-maternidade ou adotante;
      b)licença para tratamento de saúde ou auxílio-doença;
      c)substituir Profissional do Magistério, temporariamente afastado; e
      d) suprir a falta de Profissional do Magistério.
   IV - atender outras situações de emergência que vierem a ser definidas em lei específica.
   § 1º Nos casos dos incisos I a III a contratação deverá ser justificada em procedimento administrativo próprio e, em quaisquer casos, ser precedida de processo seletivo simplificado.
   § 2º Fica vedada a realização de processo seletivo quando existir concurso público válido, com lista de aprovados para a mesma função objeto da contratação.
   § 3º Os prazos das contratações devem ser definidos caso a caso, com base na situação que está ensejando a contratação, cabendo à lei específica, que autorizar a contratação temporária, fixar o prazo máximo pelo qual poderá perdurar.

Art. 253-C. A contratação a que se refere a letra "d" do artigo 253-B somente poderá ocorrer quando não for possível a convocação de outro Profissional do Magistério para trabalhar em regime suplementar ou complementar.(AC) (Artigo acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar nº 042, de 16.07.2014)

Art. 253-D. É vedado o desvio de função de pessoa contratada ou atribuição de encargo não previsto no contrato, assim como receber atribuições ou ser nomeado ou designado, ainda que a título precário ou em substituição, para o exercício de cargo em comissão, bem como a recontratação do profissional, antes de decorridos 6 (seis) meses do término do contrato anterior, sob pena de nulidade do contrato e responsabilidade administrativa e civil da autoridade contratante.(AC) (Artigo acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar nº 042, de 16.07.2014)

Art. 253-E. Os contratos serão de natureza administrativa, ficando assegurados os seguintes direitos ao contratado: (AC) (Artigo acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar nº 042, de 16.07.2014)
   I - vencimento equivalente ao percebido pelos servidores em início de carreira, de igual função no quadro permanente do respectivo poder no Município;
   II - jornada de trabalho, serviço extraordinário, repouso semanal remunerado, adicional noturno, gratificação natalina proporcional, nos termos desta lei;
   III - férias proporcionais, ao término do contrato; e
   IV - inscrição no Regime Geral da Previdência Social.

Art. 253-F. Ao contratado por tempo determinado, aplicam-se, no que couber, as disposições referentes ao regime disciplinar de que trata o título VI dessa Lei. (AC) (Artigo acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar nº 042, de 16.07.2014)

Art. 253-G. O contrato por tempo determinado extinguir-se-á: (AC) (Artigo acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar nº 042, de 16.07.2014)
   I - pelo término do prazo contratual; ou
   II - antecipadamente, por iniciativa de qualquer uma das partes contratantes.
   § 1º A extinção do contrato por iniciativa do contratado deverá ser comunicada com a antecedência mínima de 15 (quinze) dias, sob pena de desconto da remuneração correspondente ao período.
   § 2º A extinção do contrato por iniciativa do contratante, decorrente do interesse público e devidamente motivada, importará no pagamento da remuneração dos dias trabalhados, das férias proporcionais e da gratificação natalina proporcional.
   § 3º Excetua-se do previsto nesse artigo a extinção do contrato decorrente do cometimento de infração disciplinar punível com demissão, hipótese em que será devida apenas a remuneração pelos dias trabalhados.


TÍTULO VIII - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS
CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 254. O dia do servidor público será comemorado em vinte e oito de outubro.

Art. 255. Os atuais servidores detentores de função gratificada terão incorporados os valores do período que estiveram em exercício, computados na forma prevista do artigo 53, na data de implantação desta Lei.
   § 1º Os percentuais previstos no caput deste artigo serão aplicados sobre o valor da função gratificada definida na forma do parágrafo anterior, baseado nos valores da tabela abaixo:

Código de Identificação
Valor Função Gratificada
01
R$ 200,93
02
R$ 251,40
03
R$ 326,75
04
R$ 376,98
05
R$ 502,56
06
R$ 628,14
07
R$ 753,96
08
R$ 879,54
09
R$ 1.005,12
10
R$ 1.507,92

   § 2º Os valores incorporados serão reajustados na mesma forma dos valores previstos no quadro de cargo de servidores do executivo de acordo com lei específica.

Art. 256. Fica estabelecido o mês de janeiro para a revisão geral anual, que dispõe o art. 37, X, da Constituição Federal de 1988.

Art. 257. Os prazos previstos nesta Lei terão sua contagem iniciada em dia útil e serão contados corridos.

CAPÍTULO II - DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS

Art. 258. As disposições desta Lei aplicam-se aos servidores dos Poderes Executivo e Legislativo.

Art. 259. Os regulamentos previstos nesta Lei deverão ser editados até 30 (trinta) dias da data da publicação desta Lei.

Art. 260. Fica revogado o artigo 3º da Lei Municipal nº 1.848, de 4 de fevereiro de 2002 e as Leis Municipais nº 1.645, de 9 de março de 1999, 2.610, de 27 de março de 2007, 2.846, de 13 de fevereiro de 2009, 2.884, de 21 de julho de 2009, 2.952, de 22 de dezembro de 2009.

Art. 261. Esta lei entra em vigor a partir de 1º de março de 2012.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE CANELA.

Constantino Orsolin
Prefeito Municipal

Registre-se. Publique-se.

Jean Carlo Monteiro Spall
Secretário Municipal da Administração





SUMÁRIO

MATÉRIA ... ARTIGOS

TÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES (Arts. 1º ao 6º)

TÍTULO II - DO PROVIMENTO E DA VACÂNCIA
   CAPÍTULO I - DO PROVIMENTO
      Seção I - DISPOSIÇÕES GERAIS (Arts. 7º ao 9º)
      Seção II - DO CONCURSO PÚBLICO (Arts. 10 ao 11)
      Seção III - DA NOMEAÇÃO (Arts. 12 ao 13)
      Seção IV - DA POSSE E DO EXERCÍCIO (Arts. 14 ao 18)
      Seção V - DA ESTABILIDADE (Arts. 19 ao 26)
      Seção VI - DA RECONDUÇÃO (Arts. 27)
      Seção VII - DA READAPTAÇÃO (Arts. 28 ao 29)
      Seção VIII - DA REVERSÃO (Arts. 30 ao 32)
      Seção IX - DA REINTEGRAÇÃO (Arts. 33)
      Seção X - DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO (Arts. 34 ao 36)
      Seção XI - DA LOTAÇÃO (Arts. 37)
   CAPÍTULO II - DA VACÂNCIA (Arts. 38 ao 41)

TÍTULO III - DAS MUTAÇÕES FUNCIONAIS
   CAPÍTULO I - DA SUBSTITUIÇÃO (Arts. 42 ao 43)
   CAPÍTULO II - DA RELOTAÇÃO (Arts. 44)
   CAPÍTULO III - DA PERMUTA (Arts. 45)
   CAPÍTULO IV - DO EXERCÍCIO DE FUNÇÕES GRATIFICADAS E CARGOS EM COMISSÃO (Arts. 46 ao 52)
   CAPÍTULO V - DA INCORPORAÇÃO DE FUNÇÃO GRATIFICADA (Arts. 53)

TÍTULO IV - DO REGIME DE TRABALHO
   CAPÍTULO I - DO HORÁRIO E DO PONTO (Arts. 54 ao 60)
   CAPÍTULO II - DAS CONVOCAÇÕES PARA SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO (Arts. 61 ao 63)
   CAPÍTULO III - DO REPOUSO SEMANAL (Arts. 64 ao 66)
   CAPÍTULO IV - DO SÁBADO COMPENSADO (Arts. 67)

TÍTULO V - DOS DIREITOS E VANTAGENS
   CAPÍTULO I - DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO (Arts. 68 ao 77)
   CAPÍTULO II - DAS VANTAGENS (Arts. 78 ao 80)
      Seção I - DAS GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS (Arts. 81)
      Subseção I - DA GRATIFICAÇÃO NATALINA (Arts. 82 ao 85)
      Subseção II - DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO (Arts. 86 ao 88)
      Subseção III - DOS ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE (Arts. 89 ao 94)
      Subseção IV - DO ADICIONAL NOTURNO (Arts. 95)
      Subseção V - DA GRATIFICAÇÃO DO RISCO DE VIDA (Arts. 96)
      Subseção VI - DA GRATIFICAÇÃO POR SERVIÇOS ESPECIAIS (Arts. 97)
      Seção II - DOS AVANÇOS (Arts. 98 ao 99)
      Seção III - DO PRÊMIO À ASSIDUIDADE (Arts. 100 ao 104)
      Seção IV - DO AUXÍLIO PARA DIFERENÇA DE CAIXA (Arts. 105)
   CAPÍTULO III - DAS INDENIZAÇÕES (arts. 106)
      Seção I - DAS DIÁRIAS (Arts. 107 ao 108)
      Seção II - DO TRANSPORTE (Arts. 109)
      Seção III - DO AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO (Arts. 110)
   CAPÍTULO IV - DAS FÉRIAS
      Seção I - DO DIREITO A FÉRIAS E DA SUA DURAÇÃO (Arts. 111 ao 115)
      Seção II - DA CONCESSÃO E DO GOZO DAS FÉRIAS (Arts. 116 ao 119)
      Seção III - DA CONVOCAÇÃO DAS FÉRIAS (Arts. 120)
      Seção IV - DA REMUNERAÇÃO DAS FÉRIAS (Arts. 121)
      Seção V - DOS EFEITOS NA EXONERAÇÃO, NO FALECIMENTO E NA APOSENTADORIA (Arts. 122 ao 124)
   CAPÍTULO IX - DO DIREITO DE PETIÇÃO (Arts. 157 ao 162)

TITULO VI - DO REGIME DISCIPLINAR
   CAPÍTULO I - DOS DEVERES (Arts. 163)
   CAPÍTULO II - DAS PROIBIÇÕES (Arts. 164 ao 165)
   CAPÍTULO III – DA ACUMULAÇÃO (Arts. 166)
   CAPÍTULO IV – DAS RESPONSABILIDADES (Arts. 167 ao 171)
   CAPÍTULO V – DAS PENALIDADES (Arts. 172 ao 193)
   CAPÍTULO VI - DO PROCEDIMENTO DISCIPLINAR EM GERAL
      Seção I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES (Arts. 194 ao 195)
      Seção II - DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCEDIMENTO (Arts. 196 ao 200)
      Seção III - DO AFASTAMENTO PREVENTIVO (Arts. 201 ao 202)
      Seção IV - DA SINDICÂNCIA INVESTIGATORIA (Arts. 203)
      Seção V - DA SINDICÂNCIA DISCIPLINAR (Arts. 204 ao 206)
      Seção VI - DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (Arts. 207 ao 231)
      Seção VII - DA REVISÃO DO PROCESSO (Arts. 232 ao 244)

TÍTULO VII - DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR
   CAPÍTULO ÚNICO - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS (Arts. 245)
      Seção I - DA COMPLEMENTAÇÃO DE PROVENTOS DE APOSENTADORIA (Arts. 246 a 250)
      Seção II - DA COMPLEMENTAÇÃO DE PROVENTOS DE PENSÃO (Arts. 251 a 253)

TÍTULO VIII - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS
   CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS (Arts. 254 ao 257)
   CAPÍTULO II - DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS (Arts. 258 ao 261)



Nota: (Este texto não substitui o original)


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